29 de abr. de 2014

Sheik vale a pena ou não?

O novo atacante do Botafogo, começou com tudo: um jogo, um gol e uma assistência. Emerson Sheik estreou no ultimo domingo com a camisa alvinegra diante do Internacional pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro, e já agradou a torcida logo de cara. No entanto o histórico do atacante e o momento financeiro da equipe carioca indicam que deve ser tomado um devido cuidado com a situação de Emerson dentro do clube.
Foto: Assessoria Botafogo
As qualidades do jogador são inegáveis, porém seu temperamento forte e as polêmicas que cercam o atleta com relativa frequência podem complicar o clima com seus companheiros. É de se relembrar a forma como saiu do Fluminense em 2011 e até mesmo do Corinthians, agora em 2014, onde acabou saindo pela porta dos fundos em ambos os clubes, mesmo ainda sendo visto como herói, no caso do clube paulista, por grande parte da torcida, graças aos gols na final da Libertadores de 2012 que renderam a conquista do torneio. Outro ponto que pode ir contra o novo jogador botafoguense é a questão financeira. Sheik terá seus salários pagos pelo Corinthians, o que garante seu salário mensalmente, ou pelo menos exime o alvinegro da "culpa" caso isso não aconteça, pois os cariocas irão apenas ressarcir diretamente o clube paulista com metade do valor pago. Essa questão salarial pode influenciar, pois o Botafogo não vem cumprindo suas obrigações salarias com o restante do elenco, que muitas vezes durante o ano passado, chegaram a se protestar por não estarem recebendo.
Ou seja, com isso, mesmo com a produtividade dentro de campo, Emerson Sheik pode acabar causando o efeito contrário na equipe carioca do que é desejado pela diretoria. Ter regalias, como Sheik gosta, e ser o único jogador a receber corretamente pode pesar contra o atacante dentro do elenco. Situação que não é de tudo ruim. Pois a torcida botafoguense e principalmente os atletas, esperam dos mandatários que esse cenário sirva de incentivo para que os mesmos cumpram suas obrigações e mantenham a calma dentro de General Severiano.

João Pedro Almeida