As atuações nos clubes de Camarões renderiam para Milla a oportunidade de expandir seu nome e jogar na Europa. Começava-se uma carreira de 10 anos no futebol francês, que mesmo com títulos, não chegou nem perto de ser a mesma nos clubes de seu país. Os grandes problemas de Milla foi o banco de reservas, a falta de oportunidade e as constantes lesões. Em 1977 jogava pelo seu primeiro time na Europa, o Valenciennes onde jogou de 1977 até 1979. Roger Milla conseguiu conquistar novamente dois títulos nacionais consecutivos, mas com times diferentes. No Mônaco onde passou a grande parte entre o banco de reserva e o departamento médico, conquistou a Copa da França de 1980 e no Bastia onde foi decisivo para o campeonato de 1981.
Na seleção foi onde Roger Milla teve seu maior reconhecimento. Fez história com o Camarões quando marcou 6 gols nas eliminatórias e levou a seleção para a o Mundial na Espanha. Na Espanha, Camarões conseguiu 3 empates nas fases de grupos, 0-0 com Polônia e Peru e 1-1 com a Itália, quase desclassificando a Azurra, que passou por saldo de gols. De 1984 a 1988, Roger brilhou na Copa Africanas de Nações conseguindo conquistar 2 títulos e chegar aos pênaltis em uma final. Em 1984, Camarões levantava a primeira taça da Copa Africana de Nações, após uma vitória de 3-1 sobre a Nigéria. Em 1986 ficou em segundo lugar, perdendo nos pênaltis para o Egito, na final. Em 1988 levantou o segundo caneco.
Durante as conquistas pela seleção, Roger Milla conseguiu aparecer no cenário do futebol francês, jogando pela segunda divisão, no Saint- Etienne, marcando 22 gols em 31 partidas de duas temporadas, ajudando o clube a se reerguer. Terminou sua trajetória em clubes pelo Montpellier, somando 152 gols marcados em uma década de futebol jogado na França.
Roger Milla não iria jogar a Copa do Mundo de 1990. O jogador tinha anunciado sua saída da seleção, despedida, após o título pela Copa Africana de Nações, porém, os problemas internos fizeram com que o craque voltasse para ser o jogador mais velho a disputar uma Copa do Mundo. Na fase de grupos tinha a campeã Argentina, Romênia e URSS. Venceu uma Argentina rodeada de estrelas por 1-0, no San Siro, quando ninguém acreditava neles naquela fase de grupos e venceram a Romênia por 2-1, garantindo a classificação para a próxima fase com um jogo de antecedência. Camarões e Roger Milla se destacaram em meio a uma copa muito democrática, que teve poucos gols, sendo consideradas uma das piores do Mundo, não pelo nível dos jogadores, mas de como ela é foi jogada. No último jogo da primeira fase tomaram uma goleada para a URSS por 4-0. Nas oitavas de finais, Milla entrou apenas na prorrogação, decidindo o jogo contra a Colômbia com dois gols, resolvendo o jogo em dois tempos, que terminou em 2-1 para o Camarões. Entrava ali para a história, Camarões, sendo a primeira seleção a conseguir pôr um time da África entre os oito melhores de um Mundial. A eliminação foi dramática, com os jogos nas mãos tomou um gol no finalzinho levando o jogo para a prorrogação. A Inglaterra marcou o primeiro gol, e no segundo tempo, com a entrada de Milla, o jogo tinha mudado completamente. Camarões virou com um pênalti sofrido por Milla e uma assistência. Quando todos vinham os leões nas semifinais, a Inglaterra empatou e virou, logo na prorrogação, eliminando a melhor seleção de Camarões.

