3 de jul. de 2014

Duelo das amarelinhas em Fortaleza, inclui os camisas 10 jovens e talentosos


O duelo entre Colômbia e Brasil já começou transborda para um duelo pessoal entre os craques James Rodríguez, conterrâneo de Valderrama e Neymar, "filho" do rei Pelé. James é o artilheiro do Mundial com 5 gols, Neymar o segue ao lado de Messi e Müller com 4 gols. Um dos 5 de James foi o antológico marcado nas oitavas de final perante o Uruguai, um belíssimo gol, o meia colombiano marcou em todos os jogos disputados. Já Neymar só assinou em duas partidas, ambas na fase de grupos, dois contra a Croácia e Camarões. Os craques serão exigidos como nunca na partida, referências dentro de campo e detentores da 10, os dois têm capacidade para definir o jogo em lampejos  de genialidade.

As duas seleções chegaram até as quartas de forma bem diferente. Em um grupo mais fraco os colombianos se classificaram em primeiro lugar, com 100% de aproveitamento e nas oitavas bateram o Uruguai por 2 a 0, com dois de James. O Brasil sofreu um pouco mais, foram 2 vitórias e 1 empate dentro do grupo, também classificado em primeiro, nas oitavas enfrentaram o Chile, e sofreram para superar a equipe nas cobranças de pênaltis. Agora estão cara a cara, colombianos de amarelo e brasileiros também. O Castelão vai ser um mar canarinho nesta sexta (4), no lugar onde pela primeira vez o hino brasileiro foi cantado a capela.

Com estilos de jogo que se encaixam e craques inexperientes em Mundiais, Brasil e Colômbia prometem uma partida boa de se ver e talvez sofrida. As duas equipes tem o hábito de deixar o adversário jogar, não saem como desesperados para ter a bola, esperam o jogo fluir e no ataque jogam em função da 10.

O esquema foi mantido, a falta de treinos virou uma verdade absoluta, a dependência gritante de Neymar incomoda e o psicológico assusta. Que a Família Scolari não fez um jogo bom nessa Copa é fato, todos sabemos. O que importa é saber o que fazer para voltar a jogar bem como em 2013, atuações como aquela na final das Confederações não são vistas desde então. O dia iluminado de Neymar o dia vitorioso da seleção, já deu pra perceber que se o craque for marcado de perto o sofrimento é certo, como contra o Chile. A cena do choro de Thiago Silva após o fim da batalha no Mineirão na última segunda foi a principal pauta da semana, o choro do capitão é legítimo diante de tudo o que ele passou em sua vida e a pressão pela qual os jogadores passam. A questão é que a faixa que ele carrega no braço é como se tivesse sido dada por todos os brasileiros, eles confiam em Thiago, e espera-se dele firmeza e frieza.