16 de out. de 2014

Demitidos dão coletiva e Sheik declara: "No Botafogo tem gente que passa fome"

Boca no trombone

Sheik, Edílson, Bolívar e Julio Cesar. Todos demitidos do Botafogo pelo presidente do clube por motivo tático. Até aí ok! Todos sabendo. Mas nessa quarta (15), véspera de jogo, eles resolveram falar. Para isso convocaram uma coletiva de imprensa, com o objetivo claro de denegrir a imagem do presidente de seu ex-clube, Maurício Assumpção. Sim, nenhuma explicação foi dada - até porque eles diziam a todo tempo que não sabiam a motivação de serem demitidos - . Porém, piadinhas e frases que culpavam Maurício por todos os males que o time vem sofrendo não faltaram, aliás, sobraram. 

Concordo que eles têm o direito de fazer isso, já que no momento em que quis demiti-los, Assumpção fez o mesmo, nada de chamar na sala da diretoria, ele chamou a imprensa. Fizeram para ficarem quites. O que não entendo é a diferença que uma atitude dessas fez ou faz na vida de qualquer um dos envolvidos. A torcida, coitada, até agora não sabe o que levou o presidente a tomar a decisão. Os jogadores não entendem porque levaram um pé na bunda coletivo. E eu não sei qual a necessidade de uma bobagem dessas, que simplesmente não acrescentou nada ao caso, não acrescentou nada a respeito resolver ou pelo menos tentar amenizar uma situação considerada quase que insustentável. 

Aos poucos, a coletiva que parecia séria e com uma causa nobre de expor o lado dos atletas que sofrem com o descaso dos cartola, e mostrar ao Brasil como é o Botafogo. Onde tem jogador que não recebe salário há sete meses, que não tem leite para dar ao filho. Se tornou uma Zorra Total, perdeu o foco e simplesmente de nada serviu, a não ser estampar as manchetes. Para mim, esses quatro, foram apenas rebeldes sem causa, ou melhor, rebeldes sem casa.

A única declaração polêmica, como sempre, partiu do principal jogador do quarteto. No caso, Emerson Sheik. O atacante, durante a coletiva, afirmou que no Botafogo tem gente que passa fome. Isso, claro, devido aos atrasos salariais.