É a ordem natural das coisas: tudo tem seu início, meio e fim e estas três etapas marcam - positivamente ou negativamente - o nome de algum jogador na história de um clube de futebol.
Deixemos de lado então o início e o decorrer, por ora, e nos foquemos no término que, para muitos jogadores, é feito de forma melancólica, com um nível abaixo do apresentado anteriormente e, muitas vezes, até adiantado em decorrência de lesões. Mas, para um jogador em especial, isso é diferente. Ele é Rogério Ceni, 41 anos, goleiro e ídolo do São Paulo FC.
Rogério é hoje um exemplo atuante de dedicação e amor à um clube que, mesmo depois de tantos anos, continua honrando com dedicação. E, mesmo com a aposentadoria marcada para o fim deste ano corrente, não deixa de brigar, se dedicar e lutar por aquilo que mais o agrada: títulos, isso tudo, apresentando um bom nivel de futebol, principalmente, com a liderança dentro de campo e com importantes defesas.
E, na noite da última quarta-feira (05), no Uruguai, contra o Emelec, pelo jogo de volta das quartas de final da Copa Sul-Americana isso foi mantido e, junto com a equipe, deu um importante passo rumo à um fim com chave de ouro. Se no Campeonato Brasileiro as chances de alcançar o líder Cruzeiro são praticamente remotas, na competição internacional, o Tricolor Paulista é forte candidato ao título.
Se para muitos esse fim representa uma tristeza e até desprendimento da paixão pelo clube, digo com firmeza: o que tem de ficar é a gratidão enorme por tudo que esse cara fez por esse clube. E a Deus e ao que mais vocês acreditarem, meus sinceros agradecimentos por ter me feito tricolor e por ter tido esse cara na equipe por tanto tempo.
Pu*& que pariu, é o melhor goleiro do Brasil, Ceni! Vai em frente rumo à esse fim, mas, principalmente, rumo a esse título. Encerra de forma gloriosa e merecedora esse ciclo!
Avante Tricolor. Valeu, Rogério!
William Rodrigues Ferreira (@williamrodfer)