O Grupo do Cruzeiro nesta Libertadores desde a sua
definição já era dado com um dos mais fracos da competição, se não fosse o mais
fraco. E a partir do momento em que a bola começou a rolar, veio a comprovação
deste fato. A técnica foi algo que passou longe do Grupo 3 desta edição da
competição mais importante da América. Porém, o que já era esperado de
Universitário Sucre, Huracán e Mineros, também respingou no time de Minas
Gerias, que só viu sua técnica prevalecer na noite desta terça-feira (21), no
Mineirão.
Na partida diante do Universitário Sucre não faltou catimba
pelo lado dos bolivianos. Teve de tudo, gravata em Henrique Dourado, um “quase
soco” em Manoel, sem contar a “cera”, que durou até o Cruzeiro inaugurar o
marcador com William. E realmente, não devia se esperar muito mais do que isso
dos visitantes. A equipe de Sucre comparada a Raposa ficava atrás em qualquer
disputa de nível técnico, e com isso só restava buscar outros meios de
conquistar um resultado positivo.
Se os bolivianos acreditavam que poderiam desestabilizar ou
fazer qualquer outra coisa com os cruzeirenses viram logo cedo que não teriam
sucesso. O Cruzeiro dominou completamente seu adversário, justamente através da
técnica. Venceu a partida por 2 a 0 e levou a partida da maneira que desejou, garantindo
a classificação para as oitavas de final de uma maneira muito mais difícil do
que era esperada, porém, comprovando que um futebol bem jogado ainda é o que resolve.
Apesar de tudo isso, é de se ressaltar que se os comandados
de Marcelo Oliveira querem ir ainda mais longe têm muito o que se
arrumar, pois encontrarão adversários muito mais capacitados na próxima fase, e
será preciso muito mais do que o apresentado nestes seis primeiros jogos para
se chegar ao ápice e dominar a América, assim como dominaram o Brasil.
João Pedro Almeida
