24 de abr. de 2015

Plantão na Memória: Relembre como foi a última final de Paulistão entre Santos e Palmeiras

A partir do próximo domingo (26), Santos e Palmeiras irão iniciar a disputa pelo título do Campeonato Paulista de 2015. E apesar do longo histórico de decisões entre alvinegros e alviverdes, a última vez que as duas equipes decidiram um Paulistão foi há mais de 50 anos, em 1960. E o Plantão do Futebol vai relembrar como foi última final disputada entre santistas e palmeirenses.
O Campeonato Paulista de 1959 era em formato de pontos corridos, porém, ao fim do torneio Palmeiras e Santos terminaram empatados, com 63 pontos em 38 jogos disputados. Como na época o saldo de gols não era levado em consideração (caso fosse considerado, o Santos seria o campeão), a disputa do título acabou sendo feita através de uma final, em melhor de quatro pontos (à época vitória valia dois pontos e empate um), que rendeu ao torneio o apelido de “Supercampeonato de 1959”.


O primeiro jogo da decisão ocorreu no estádio do Pacaembu, já em 1960, no dia 5 de janeiro. A partida foi curiosamente apitada por um árbitro austríaco, e o esquadrão santista de Pelé, Pepe e o ainda desconhecido Coutinho, saiu na frente com o Rei do Futebol, porém, poucos minutos depois sofreu o empate de Zequinha, que fechou o marcador. O 1 a 1 definiu que mais duas partidas seriam realizadas para a disputa do título, já que com o empate não haveria condições de nenhuma das equipes alcançar os quatro pontos necessários para o título na partida seguinte.
Dois dias depois, mais uma vez no estádio do Pacaembu, as equipes retornaram a campo. E assim como havia acontecido na primeira partida, o Santos saiu na frente, dessa vez com Pepe, de pênalti. Diferentemente do primeiro confronto, a igualdade só apareceu no placar na segunda etapa, quando Getúlio fez contra e deixou tudo igual, contudo, permaneceu por pouco tempo, já que logo após o empate Chinesinho colocou o Palmeiras na frente. O resultado que daria ao Verdão a vantagem de um empate na última partida permaneceu até dez minutos antes do fim, quando Pepe, mais uma vez de pênalti, deixou novamente tudo igual, deixando tudo indefinido para a grande decisão.
No dia 10 de janeiro, a última e decisiva partida. No mesmo palco dos embates anteriores, o filme se repetiu pela terceira vez com o Santos inaugurando o marcador, dessa vez com Pelé. No entanto, assim como na partida anterior, o alviverde virou. Julinho Botelho ainda no primeiro tempo deixou tudo igual, e Romeiro, no comecinho da etapa final, fez o gol que deu o título ao Palmeiras, quebrando um jejum que já durava quase dez anos de conquistas estaduais.
Hoje o Santos já não tem mais Pelé e o Palmeiras não conta mais com Julinho Botelho, mas ambos contam com seus destaques atuais, como Robinho e Cleiton Xavier, e principalmente com a motivação de estarem disputando uma final onde ninguém os imagina no início da competição. Que o melhor vença, e que acima de tudo, Santos e Palmeiras propiciem belos jogos como já fizeram 55 anos atrás.

João Pedro Almeida