O futebol brasileiro sempre ficou marcado pelo grande número de faltas marcadas, um jogo truncado onde a bola não rolava durrante muito tempo, sempre parando. O retrato disso era o tempo de bola rolando que tínhamos no Campeonato Brasileiro comparado com a recomendação da FIFA que estabelece 60 minutos de bola em jogo.
Por exemplo, em 2014 no nacional tivemos uma média de 52 minutos de bola rolando. Em 2015 a CBF preparou uma cartilha de recomendações além da regra, essa cartilha continha "dicas" para jogadores, árbitros e comissões. Uma dessas recomendações propunha que a bola corresse mais, que o tempo de jogo em si, tivesse um aumento. E pelo visto está funcionado, só nessas quatro primeiras rodadas a média de bola rolando subiu para 56 minutos. Outra comparação, em 2014 apenas uma partida bateu a recomendação da FIFA, de 60 minutos, foi o jogo entre Figueirense e Santos. Já neste ano oito jogos bateram a marca, e inclusive um chegou a passar os 60 minutos e atingiu 70 minutos, foi na partida entre Atlético-PR e Atlético-MG. Leonardo Gaciba, comentarista de arbitragem do SporTV comentou a mudança.
- É uma mudança de hábitos por parte dos dois lados, tanto dos árbitos quanto dos jogadores. Inclusive por parte da imprensa que tem que parar de tentar achar um toque, recorrendo ao replay para tentar achar alguma coisa - disse o ex-árbitro.
A mudança nesses números afetam outros. Os árbitros com a iniciativa de deixar o jogo correr começaram a ignorar algumas faltas, ocasionando uma queda de 10% do número de faltas. Por outro lado os cartões estão sendo aplicados com mais constância. Inclusive por conta da intolerância com as reclamações de jogadores nas decisões tomadas pela arbitragem. Para efeito comparativo, nas três primeiras rodadas de 2014 foram aplicados 127 amarelos, nas mesma três rodads de 2015 foram 166. A recomendação intolerante da comissão de arbitragem da CBF não vem agradando os jogadores e tem causado muita polêmica.