Quem viu o Cruzeiro no gramado do Mineirão, deve ter se lembrado, inclusive, da seleção brasileira naquela fatídica semifinal. Um time desorganizado em campo, nervoso, e sem comando. Uma evidência de que o Luxemburgo de hoje parece cada dia mais diferente do grande treinador que venceu tudo, a mais de 10 anos atrás. Talvez a grande diferença entre as duas partidas foi que desta vez, houve dois “gols de Oscar”, não somente um. Cada um deles marcado em um tempo, que não serviram de ânimo para o torcedor celeste.
Já o Palmeiras, não se pareceu tanto com a Alemanha assim, porém, nos 35 primeiros minutos, jogou como tal. Em cima do adversário, sem medo de atacar e com inspiração. E quanta inspiração. Principalmente do garoto Gabriel Jesus, que começou dando um lindo passe de calcanhar para Barrios abrir o placar, na sequência, cavou a expulsão de Bruno Rodrigo, ainda marcou o segundo gol, e para fechar sua noite de gala, fez o que quis com Fábio, deixando uma verdadeira pintura para a história do Mineirão.
Foi um 3 a 2 com cara de 7 a 1, mais uma vez guardando as devidas proporções. Justamente as proporções que não fazem do Palmeiras uma nova Alemanha. Mas uma partida que serve como um grande alerta para os futuros adversários do alviverde. Um time que está crescendo e ainda vai dar trabalho, o torcedor espera que o bastante para, ao menos, assim como a seleção do 7 a 1, conquistar uma Copa do Brasil.
João Pedro Almeida
