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4 de mai. de 2015

Cobrando caro, FERJ fecha o Carioca com o bolso cheio

Com participação em 10% do lucro de cada partida do Campeonato Carioca 2015, a Federação fechou a edição do Estadual com a primeira posição em arrecadação. Ao todo foram recolhidos R$ 2.459.672,50. Só na segunda partida da final, foram abocanhados pela federação R$ 320.813,00.
 Para se ter uma noção da grandiosidade do feito da entidade, a Federação Paulista arrecadou na segunda partida da final R$ 1.555.580,00.

3 de mai. de 2015

Fim de jejum! Em jogo quente, Vasco joga melhor, vence o Botafogo e conquista o Carioca após 12 anos

No clássico movimentado deste domingo (3), o Vasco sagrou-se campeão carioca em cima do Botafogo. Apesar do baixo nível técnico, foi um jogo disputado e empolgante, com todos os ingredientes necessários. Final de campeonato, rivalidade, Maracanã lotado, sendo inclusive o maior público presente do ano no Brasil, de cerca de 66 mil espectadores, bela festa de ambas as torcidas, gols e um jogo quente. Apesar de todas as contestações do  campeonato carioca, pelo menos o jogo final foi digno de toda a história do charmoso Cariocão, com todos os ingredientes.
           
Após um primeiro jogo em que saiu com a vitória por 1 a 0, a tendência era de que o Vasco entrasse retrancado para o duelo decisivo contra o Botafogo. Entretanto, a escalação já foi muito ofensiva, com Rafael Silva fazendo companhia à Dagoberto e Gilberto no ataque. Pelo lado botafoguense, o técnico Renê Simões tentou dominar o meio campo colocando o meia Luis Ricardo. O jogo, porém, foi diferente do que se esperava.

Para prejudicar o plano do Botafogo, Willian Arão, jogador importante na reta final, se contundiu ainda no primeiro tempo e foi substituído por Fernandes. Assim, desde o começo do jogo, apesar da vantagem do empate, o Vasco jogou melhor e, ao contrário do primeiro jogo, dominou a partida. Mais organizado e mais tranquilo, o cruzmaltino fez um excelente primeiro tempo, sem correr grandes riscos. No apagar das luzes da primeira etapa, numa roubada de bola na intermediária ofensiva, Guiñazu lançou Rafael Silva, que ajeitou o corpo e bateu bonito para abrir o placar.

Em grande desvantagem, o Botafogo se viu obrigado a ir para cima no segundo tempo. Assim, mesmo que de maneira desordenada, o time da Estrela Solitária passou a dominar a partida, porém criou pouco, apenas em chutes para fora e algumas boas intervenções do goleiro Martín Silva. Quando o jogo esfriava, o Botafogo conseguiu o empate com um gol de Diego Jardel. A partir daí, foi só pressão, entretanto, ainda sem grande perigo. Ainda houve tempo para a expulsão de Fernandes, coroando um jogo muito pegado e repleto de cartões amarelos. Mais uma vez no fim da etapa, após belo passe de Lucas, Gilberto dominou a bola e fez o gol da vitória, consagrando o Vasco como campeão carioca de 2015.
           

Merecido o título do Vasco, que de fato, apesar de questões extra-campo, apresentou o futebol mais consistente, com uma defesa segura e ataque certeiro, méritos do técnico Doriva na armação, e da diretoria na contratação do atacante Gilberto, que se mostrou uma agradável surpresa, sendo o artilheiro cruzmaltino no Carioca, com 9 gols. Já para o Botafogo, fica o recado de que apesar de não ser excelente, é um bom time para a disputa da série B. Assim como o rival, mereceu estar na final e também apresentou um futebol melhor do que a maioria dos times adversários, sendo inclusive o primeiro colocado na Taça Guanabara.


Foi o vigésimo terceiro título carioca do Vasco, que não ganhava a competição desde 2003. Segue em terceiro no ranking dos títulos no Rio, atrás de Flamengo (33) e Fluminense (31). Na “lanterna”, continua o Botafogo, com 20 títulos. O artilheiro do campeonato, com 11 gols, foi Fred, do Flu, seguido por Gilberto (Vasco), Rodrigo Pinho (Madureira), Marcelo Cirino e Alecsandro (ambos do Fla), todos com 9 gols.

Por: Bernardo Machado (@BeNGMachado)

29 de abr. de 2015

Com seu setor de ingressos esgotados, torcida do Vasco compra bilhetes destinado aos botafoguenses

Com os ingressos para o seu setor esgotados, a torcida do Vasco busca uma aventura para ver seu time na final. Muitos Cruzmaltinos estão comprando ingressos para o setor destinado ao Botafogo, sem temer qualquer tipo de conflito ou desavença com a torcida adversária.

Preocupado com o risco de brigas, o Grupamento Especial de Policiamento em Estádio, GEPE, alegou que não vai poder entrar no Setor Norte com a camisa do Vasco, mas que se não for à caráter não será barrado. As organizadas do Botafogo não pensam assim e prometeram barrar quem não estiver com a camisa do alvinegro carioca.

Ambas torcidas devem fazer mosaico e deixar o Maracanã fervendo para a grande final do Carioca 2015. O Vasco tem a vantagem do empate e o Botafogo precisa de dois gols para chegar ao seu 21º título estadual.

@binho_teixera

24 de abr. de 2015

Balanço final do Carioca revela que Federação lucrou mais que os clubes

Durante o Carioca, trouxemos diversos dados de como a Ferj, Federação de Futebol do Rio de Janeiro, estava se aproveitando do campeonato para encher o bolso. E o balanço final da fase classificatória do torneio ilustra exatamente isso: a Federação foi a entidade que mais lucrou com a competição.

No ranking, Flamengo, Vasco e Fluminense vêm na sequência, exatamente nesta ordem. Preocupante e decepcionante, porém, é a colocação do Botafogo. O Alvinegro foi apenas o 10º time que mais arrecadou durante o campeonato. Ficando atrás de clubes de menor expressão como: Bangu, Macaé, Nova Iguaçu, Boa Vista e Bonsucesso.

Outro dado ainda mais alarmante é o fato de três clubes, são eles: Cabofriense, Tigres e Volta Redonda, terem tido prejuízo com a competição, o que é inconcebível.


Outro ponto de análise, que inclusive já foi citado anteriormente, é o baixo lucro que o Carioca rendeu. O Flamengo, clube que mais arrecadou, teve um ganho de, em média, menos de R$100 mil por jogo. Comparado com o Paulistão, Corinthians e Palmeiras, que tiveram maiores públicos, arrecadavam cerca de 14 vezes a mais por partida. Ou seja, mais vale jogar um jogo do Paulista com estádio lotado do que 15 edições do Carioca com público razoável. É para, no mínimo, se pensar.

17 de abr. de 2015

Após mais polêmicas, Botafogo e Fluminense se enfrentam no Engenhão em busca da vaga na final do Carioca

Após uma típica semana do Carioca, com polêmicas, Botafogo e Fluminense se enfrentarão neste sábado (18), às 18h30, para decidir o primeiro finalista do Campeonato Carioca de 2015. A partida ocorrerá no Engenhão, palco de conquistas recentes do tricolor e de uma final de Campeonato Carioca entre as duas equipes, com vitória do time das Laranjeiras.

O jogo foi alvo de dois importantes acontecimentos. Em tais momentos, foi mostrada a diferença de tratamento entre os aliados da FERJ, e os que são contrários à entidade. Primeiramente, o Botafogo entrou com pedido para que jogasse o jogo no Engenhão, ao invés de no Maracanã, uma vez que seria seu mando. A Federação, que em outras oportunidades mudou jogos, inclusive dois do Fluminense, alegando que os clubes não tinham mando, e sim a FERJ, acatou o pedido e retirou o jogo do Maior do Mundo.

O segundo caso, é mais jurídico do que ligado às quatro linhas. Fred, principal jogador do Fluminense, foi expulso ainda na primeira fase, no clássico contra o Flamengo. O julgamento, ocorrido na quarta-feira (15), culminou com a suspensão do atacante tricolor por dois jogos, com detração do duelo contra o Madureira, no qual ele cumpriu uma partida. Dessa forma, ele estaria suspenso do clássico com o alvinegro, mas em caso de sucesso do Flu, jogaria uma eventual final. Entretanto, dada a importância do jogador, o departamento jurídico do tricolor tentou um efeito suspensivo, que foi prontamente negado, sem tempo hábil para que o Fluminense tentasse em outra instância. Assim, o atacante está fora da partida decisiva.

Falando do que mais interessa, futebol, os times chegam em condições bem diferentes para o clássico. Nas Laranjeiras, apesar do suspense por conta do desfalque Fred, o técnico Ricardo Drubscky teve a semana inteira livre para treinar o Flu. Dessa forma, ele pode preparar a equipe para ausência do seu artilheiro. Fred é o único desfalque tricolor, que conta ainda com o retorno de dois importantes jogadores, que cumpriram suspensão na última partida: Welligton Silva e Kenedy, além da provável volta do zagueiro Marlon, que sentiu lesão antes da última partida. Assim, o Time de Guerreiros deve jogar com: Diego Cavalieri; Wellington Silva, Marlon, Gum e Giovani; Edson, Jean, Gerson e Vinicius; Kenedy e Lucas Gomes. Marlone corre por fora na briga pela vaga que deve ser de Lucas Gomes, e Wagner segue barrado, pois Vinicius vem indo bem.

Já no Botafogo, o técnico Renê Simões teve seu trabalho prejudicado por ter jogado um importante jogo no meio de semana, pela Copa do Brasil. O alvinegro passou sufoco em parte do jogo, mas garantiu a classificação. O Bota, que já tinha desfalque do goleiro titular da seleção Jefferson e do zagueiro Roger Carvalho, não deve ter grandes surpresas na escalação. O time deve ser formado por: Renan; Gilberto, Alisson, Renan Fonseca e Carleto; Diego Giaretta, Willian Arão, Elvis e Tomas; Jobson e Bill. Há também a possibilidade da entrada de Gegê ou Diego Jardel. Willian Arão, em boa fase, após marcar nos dois últimos jogos, é uma das esperança de gol do técnico Renê Simões.


Na partida deste sábado (18), a vantagem que no começo era do Botafogo, se inverteu. Após vencer o primeiro jogo por 2 a 1, o Flu joga pelo empate. O alvinegro precisa vencer por dois gols de diferença para garantir a vaga. Uma derrota do tricolor por um gol de diferença leva a decisão para os pênaltis. Vale lembrar que ambos os times chegaram a treinar cobranças antes do jogo. Apesar da vantagem, o Fluminense deve manter sua característica de tentar controlar o jogo, mas sem desprezar o contra-ataque. Já o Botafogo, deve tentar explorar a falta de velocidade da defesa tricolor e a ausência do atacante Fred para vencer a partida e conseguir a classificação para a grande decisão.


Por: Bernardo Machado (@bengmachado)

13 de abr. de 2015

Insatisfeitos, grandes do Rio irão se reunir para discutir futuro do Campeonato Carioca

Rivais em campo, Flamengo, Botafogo e Fluminense se unem fora dele para repensar o Cariocão. Pelo visto na edição atual do campeonato, o formato em andamento não agrada os cartolas, treinadores e jogadores.

Se considerando ameaçado pela proximidade de Rubens Lopes, presidente da FERJ, e Eurico Miranda, presidente do Vasco da Gama, Vanderlei Luxemburgo citou em entrevista o episódio em que Rubens assistiu a um jogo do Vasco no camarote de Eurico em São Januário, como quem alertasse sobre algum perigo, por conta da proximidade do ocorrido e da partida entre as duas equipes. Pelo tom e conteúdo de sua declaração, Luxa foi punido com um gancho de dois jogos.

Fred, atacante do Flu, após ser expulso do Fla x Flu, ao sair de campo falou aos jornalistas em tom de indignação. Reclamando pelo motivo de sua expulsão o jogador sugeriu que o Carioca deveria acabar. Criou uma polêmica com Eurico e Rubens, que responderam as declarações do capitão tricolor. O cartola da federação criticou as declarações de Fred dizendo que o que o jogador sugeria iria deixar três mil famílias sem emprego, já que estas dependiam única e exclusivamente da competição para sobreviver.

A guerra foi declarada. A intenção dos clubes é sentar após o fim do Cariocão 2015 para propor uma nova fórmula para o campeonato. A reunião deve incluir também grandes clubes de outros estados e a emissora Rede Globo, que é a detentora dos direitos de transmissão e não anda muito contente com a audiência das partidas via TV no estado.

As ideias de reformulação são várias e cogitam, inclusive, voltar adotar o sistema Rio-São Paulo, já que a transmissão das partidas da primeira fase do Paulistão também não agradam a Globo. Além da criação de um calendário mais extenso para os pequenos do Rio, garantindo que os jogadores tenham emprego durante todo o ano, e não apenas por três ou quatro meses.

Fato é que do jeito que está não pode ficar. Os problemas do estadual são muitos, arbitragem deficiente, partidas de fraco nível técnico, baixa popularidade na TV e nos estádios. Uma reformulação é sim necessária e urgente.

11 de abr. de 2015

Buscando vaga na final, Fluminense e Botafogo se enfrentam pelo primeiro jogo da semifinal do Carioca

Após uma quarta-feira de muita emoção para ambos os times, os rivais chegam para esse confronto após terem atingido seus objetivos. O Flu, que conseguiu vencer o Madureira com um gol contra aos 44 minutos do segundo tempo, busca a vitória contra o Bota, que venceu o Macaé e contou com tropeço do Flamengo para ser campeão da Taça Guanabara e ter a vantagem de jogar por dois empates nesta semifinal.

Pelo lado tricolor, o time ganha o reforço de Edson e Fred, que cumpriram suspensão na última partida, mas perde Wellington Silva e Kenedy, que receberam o terceiro cartão amarelo contra o Madureira. Assim, o time deve formar com: Diego Cavalieri; Renato, Gum, Marlon e Giovani; Edson, Jean, Wagner e Gerson; Lucas Gomes e Fred. Com o retorno do volante titular, Marlon volta para a zaga e Henrique, que teve pena mantida de suspensão por dois jogos e não poderá atuar, sai do time. A única dúvida é ainda se o atacante ao lado de Fred será Lucas Gomes, ou Marlone. Vale lembrar que na última partida, o primeiro entrou muito melhor.

Enquanto o time das Laranjeiras teve a volta do capitão Fred, o alvinegro perdeu sua maior estrela. Jefferson passou por uma cirurgia no meio da semana, e o Botafogo não poderá contar com o titular da seleção brasileira. Sem poder contar também com Roger Carvalho e Tássio, o time titular deve ser: Renan; Gilberto, Renan Fonseca, Alisson e Carleto; Diego Giaretta, Willian Arão, Fernandes e Elvis; Jobson e Bill. Há porém a dúvida de manutenção de Fernandes ou não no time. Gegê e Diego Jardel brigam pela vaga. Em ambos os times, não há jogadores pendurados, pois os cartões amarelos foram zerados para essa fase.

A tendência é que, tanto pela necessidade quanto pelo estilo de jogo, o Fluminense proponha o jogo e ataque mais. O Botafogo, com a vantagem de jogar por dois empates, deve jogar mais fechado e sair em velozes contra-ataques. É bom ressaltar que no primeiro jogo entre os times, o Flu venceu por 3 a 1, e não foi mais porque Jefferson teve uma grande atuação. Porém, agora é mata-mata, o Fluminense está com técnico diferente e o Botafogo, mais encaixado, com ânimo renovado para o clássico. Será um duelo peculiar, entre um Bota que supera o tricolor em praticamente todos os quesitos, mas que sofreu para o Flu a única derrota no campeonato. Os rivais se enfrentam neste sábado (11), às 18h30, no Maracanã.


Por Bernardo Machado.

8 de abr. de 2015

Em jogo de vida ou morte, Fluminense encara o Madureira precisando vencer para passar de fase no Carioca


            Após o péssimo resultado contra o Flamengo, uma derrota por 3 a 0, o Fluminense encara o Madureira num confronto direto pela última vaga para as semifinais. Quem vencer, se classifica para a próxima fase. Em caso de empate, o tricolor suburbano passa, por ser o quarto colocado com 30 pontos, enquanto o Flu tem apenas 28, na quinta colocação.
           
A importância do jogo, além de reerguer o ânimo do time e conseguir a classificação, é para não permitir que o Flu fique muito tempo sem jogos oficiais. Em caso de eliminação precoce no Estadual, o tricolor das Laranjeiras só voltaria a atuar em maio, pelo Campeonato Brasileiro. Além da dificuldade que o jogo já apresentaria, uma vez que o Madureira, apesar de ser um clube de menor investimento, possui um bom time, o tricolor das Laranjeiras ainda conta com dois desfalques de peso: Fred, expulso no último domingo (5) e Edson, cumprindo suspensão automática, não podem ir a campo.
                       
Apesar dos desfalques, o time já está definido, sem outras mudanças. O time que vai a campo nesta quarta-feira será: Diego Cavalieri; Wellington Silva, Marlon, Gum e Giovanni; Rafinha, Jean, Gerson e Wagner; Kenedy e Walter.

Nesse jogo, Jean terá que se desdobrar para aumentar seu poder de marcação. O principal defensor do meio campo, o titular Edson, não joga, e Rafinha, seu substituto, não demonstra o mesmo ímpeto defensivo do titular. Já no ataque, Walter retorna ao time uma semana depois de sumir de um treino e se dizer abalado psicologicamente. Entretanto, o técnico Ricardo Drubscky disse que o atacante estava bem e em condições de ir para o jogo.

Já no tricolor suburbano, a sensação do campeonato carioca, a confiança é grande na classificação. O Madureira precisa de apenas um empate. A qualidade do atacante Rodrigo Pinho é o grande trunfo do técnico Toninho para superar o seu adversário. Em entrevista, o técnico disse que é arriscado jogar pelo empate contra um grande clube, e que o time entrará para buscar a vitória. Além disso, se disse incomodado pelas polêmicas extra campo envolvendo arbitragem. O presidente do Madureira, que é amigo de Eurico Miranda, proferiu algumas declarações depreciando o Time de Guerreiros.

Apesar do confronto direto, os dois times podem se classificar. O Vasco tem o mesmo números de pontos do Madureira, levando vantagem no saldo de gols. Em caso de vitória do Fluminense por diferença de 1 gol, e derrota do clube da colina por 2 gols ou mais, os dois tricolores se classificam.

Embora não tenha jogo Maracanã nessa quarta, o duelo entre tricolores valendo vaga nas semifinais do Carioca 2015, acontece no estádio Raulino Oliveira, em Volta Redanda, as 22 h.




Em tempo: Diversas fontes dizem que o jovem Kenedy, promessa do Fluminense, foi vendido para um grupo de investimentos e seria repassado ao Chelsea, ao fim da temporada europeia. Especula-se que os valores girem em torno dos oito milhões de euros, dos quais pouco mais da metade seriam de direito do Fluminense. Após subir para os profissionais em 2013, e ter poucas oportunidades, Kenedy apareceu mais em 2014, mas foi na atual temporada que o garoto se firmou e teve uma boa sequência de jogos. Entretanto, com o Fluminense precisando fazer caixa, a alternativa mais viável parece ser a venda do jogador.



Por: Bernardo Machado.

6 de abr. de 2015

Fred é expulso durante Fla-Flu e desabafa: 'O Campeonato Carioca tem que acabar'

Flamengo e Fluminense se enfrentaram no Maracanã pela penúltima rodada do Campeonato Carioca. O rubro-negro levou a melhor, batendo o Flu por 3 a 0, garantindo a classificação e mantendo-se na liderança do Estadual. Mas, o protagonista do clássico foi o camisa 9 tricolor. Desta vez, sem marcar gols, Fred, após ser expulso, deu uma declaração polêmica pedindo o fim do Campeonato Carioca.

O atacante foi expulso aos 31 minutos do primeiro tempo, quando o Flamengo ganhava de 1 a 0. O camisa 9 tomou um cartão amarelo no início do jogo após empurrar o goleiro Paulo Victor na área, depois recebeu o segundo cartão amarelo, consequentemente o vermelho, por uma suposta simulação em um lance polêmico em que pediu falta de Anderson Pico. Na saída de campo, Fred desabafou:

"Vocês têm de perguntar essas coisas para o árbitro. O árbitro tinha que poder ser entrevistado depois dos jogos. Quem mandou? É isso que vocês têm de perguntar", disse, irritado pela decisão do juiz.
"Acaba, Campeonato Carioca, tem que acabar. Vamos jogar Rio-São Paulo, vamos jogar Sul-Rio de Janeiro, alguma outra coisa, porque não dá mais. Enquanto estiver assim, acaba o futebol do Rio de Janeiro. Tem que acabar o Campeonato Carioca", completou o jogador.

Mais tarde, um pouco mais calmo, na zona mista do Maracanã, Fred reafirmou suas críticas e pediu fim das "coisas obscuras".

"A sensação é de impotência. Acho que é uma situação que não só eu estou passando, mas são várias reclamações desde que o campeonato começou. Eu cresci ouvindo todo mundo dizer que uma imagem vale mais que mil palavras. Se eu encontrar um comentarista de arbitragem falando que mereci ser expulso, amanhã vou às Laranjeiras e peço desculpa. Estão tentando acabar com o campeonato que era o mais charmoso do Brasil. É uma situação muito triste. Se eu tivesse jogado, poderíamos perder de 3 a 0 ou do placar que fosse. Não é o que estou cobrando. Tem que acabar. As coisas obscuras, todo mundo está vendo. A imprensa tem que ajudar. Quarta-feira tem jogo, estou suspenso, mas se a gente classificar tem jogo domingo. Vocês, que se esforçam para fazer leitura labial, têm que ajudar", completou o atacante.



Por conta da polêmica, o vice de futebol do Fluminense, Mário Bittencourt, concedeu entrevista coletiva no lugar do técnico Ricardo Drubscky. O dirigente saiu em defesa do jogador, demonstrou toda sua revolta com a arbitragem e criticou a Federação do futebol carioca.

"O Fred sofreu falta, todas as televisões viram que ele sofreu falta. Acho que está muito claro tudo que está acontecendo, é lamentável. Esse é um dos motivos, depois a gente não entende porque o Brasil chega em uma semifinal de Copa e toma de 7 a 1. É por isso. O futebol do país começa nos estados. A gente encara tudo isso com uma enorme tristeza, existem bons profissionais aqui no Rio, a gente faz um esforço tremendo para manter um jogador do nível do Fred no campeonato, ele valoriza o campeonato. Quantas vezes você já viu um centroavante ser expulso no primeiro tempo?", disparou o vice de futebol do Flu.

Na saída do Maracanã, o presidente do Fluminense, Peter Siemsen, também deu seu depoimento sobre a situação e criticou mais uma vez a FERJ. Além disso, Peter fez um alerta para a arbitragem do jogo decisivo de quarta-feira, contra o Madureira, em Volta Redonda.

"Todo jogo esse movimento vai justamente contra ao que acontece há muitos anos e está chegando ao ápice. Fred desabafar é natural, está trabalhando duro e foi tirado de campo de forma injusta e absurda. As pessoas têm que olhar a rodada de hoje, pensar com carinho e entender a luta de Flamengo e Fluminense no Campeonato Carioca. Tem que acabar esse tipo de ditadura, de coronel, a ditadura acabou na década de 80. A luta não muda diante do quadro", frisou o presidente tricolor.
"A gente quer chamar a atenção do trio de arbitragem que foi designado. Estamos acompanhando de perto. Na quarta, o recado é pra arbitragem, esperamos um trabalho bem feito. Apesar de tudo o que sofre, o Fluminense ainda tem chance, pelo incrível que pareça, de ganhar em campo. O trio tem que saber que isso é muito sério e que estaremos lá acompanhando.", completou Siemsen.



Vale lembrar que Flamengo e Flu minense vivem uma guerra contra a FERJ (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro). As equipes entraram em campo com uma faixa de luto e taparam a boca em forma de protesto no momento em que estavam perfilados para o hino nacional.


Por: Layla Silva

O símbolo da eternidade de um Fla-Flu

“O Fla-Flu não tem começo. O Fla-Flu não tem fim. O Fla-Flu começou quarenta minutos antes do nada. E aí então as multidões despertaram.” O grande Nelson Rodrigues deixa bem claro que um Fla-Flu não tem início e muito menos um fim, e o deste domingo (5) parece que se encaixa com uma luva nesse contexto descrito pelas breves palavras do dramaturgo. Um clássico que foi muito além das quatro linhas, onde por sinal foi espetacular, principalmente e diria até que exclusivamente para o lado flamenguista, mas que ficará marcado muito mais pelo seu antes e depois, onde a indignação se transformou em uma bolinha de ping-pong, que em instantes, vai de um lado para o outro.


Antes da bola rolar, Luxemburgo foi o cara da vez, em uma atitude “Luxemburguiana”, que no entanto, desta vez, deve ser louvada. O treinador não deu a cara somente a tapa, mas entrou em uma briga onde estaria apto a levar muita porrada. Porrada. A palavra que rendeu tanto nesse pré Fla-Flu e já pode ser considerada um símbolo desse Campeonato Carioca, pois, a atual situação entre clubes (nem todos, deve-se deixar claro) e federação é típica de troca de socos e pontapés, ou simplesmente, de porrada. A porrada que saiu da boca do professor flamenguista, e soou aos ouvidos da FFERJ como incitação à violência contra a entidade, teve seu preço, e impediu Luxa de estar à beira do gramado, entretanto, o gesto antes da bola rolar dos atletas tampando as bocas e “se calando” mostrou que o treinador estava ali.
No gramado lances de encher os olhos, seja de brilho pelo lado rubro-negro, ou de lágrimas pelo lado tricolor. Logo de cara, ainda com menos de vinte minutos de jogo, Jonas, conhecido como nada mais, nada menos do que o “Schweinsteiger do Maranhão”, acertou um chute que renderia aplausos até do Schweinsteiger original, o alemão, para abrir o placar a favor do Flamengo. Já no segundo tempo, Alecsandro, precisou rebolar, literalmente, para mais uma vez levar o torcedor rubro-negro ao êxtase, ao entortar Diego Cavalieri, e apenas tocar para o fundo das redes. Redes que ainda balançaram a dois minutos do fim, quando o garoto Matheus Sávio, mais uma vez honrou o apelido e deixou sua marca, assim como o outro Sávio também costumava fazer. O juiz apita pela última vez e o placar indica 3 a 0 para o Flamengo. O suficiente para encerrar qualquer clássico em grande estilo, contudo, como dizia Nelson Rodrigues, o Fla-Flu não tem fim. E Fred neste momento, deve estar sentindo exatamente esta sensação, inconformado que deve estar até agora.


Em meio aos três gols rubro-negros, o atacante tricolor também se destacou, não como os artilheiros flamenguistas, mas provavelmente até mais do que eles. Fred foi expulso, injustamente, aos 31 minutos ainda da etapa inicial, e ao sair do campo de jogo, disparou que o Campeonato Carioca simplesmente deveria acabar.  Uma frase pesada e que encheu os debates esportivos de domingo, chamando mais atenção do que o jogo em si. E o campeonato mais charmoso do Brasil, ou como o atacante mesmo definiu “o ex-campeonato mais charmoso do Brasil” realmente está em ruínas. A porrada, citada acima, entre clubes e federação, aumenta a cada dia e vem se tornando o destaque principal do estadual que já rendeu emoções das mais variadas, mas que seguindo esse rumo pode ter como sentimento único, o frio e melancólico saudosismo.

As discussões e questões referentes a esse Fla-Flu não acabarão com as declarações de Fred ou a volta de Luxemburgo, aliás, o provável é que elas se inflamem ainda mais nos próximos dias. Daqui a anos esse Fla-Flu com certeza será lembrado e se manterá vivo, como todos os outros, que ficarão marcados por décadas e séculos, pois como Nelson Rodrigues também dizia “O Fla-Flu, já me dizia o meu irmão Mário Filho, o Fla-Flu é um jogo para sempre, não é um jogo para um século, um século é muito pouco para a sede e a fome do Fla-Flu.”

João Pedro Almeida

5 de abr. de 2015

Unidos fora do campo contra a FERJ, Flamengo e Fluminense duelam no Maracanã pelo Campeonato Carioca

Nesse domingo (5), Flamengo e Fluminense se encontram em situações bem diferentes. Enquanto o tricolor precisa de uma vitória para se manter na briga pela classificação, o time da Gávea garante a vaga nas semifinais com apenas um empate. Em caso de vitória rubro-negra, dependendo dos outros resultados, o time pode se sagrar campeão da Taça Guanabara, título dado ao primeiro colocado da primeira fase. Já o tricolor, caso não vença, precisa torcer por um tropeço do Madureira contra o Botafogo, para continuar dependendo apenas de si.

           Apesar de rivais, os dois times lutam bravamente contra o atual comando da FERJ, uma vez que a mesma é extremamente autoritária e vem sendo, por meio de seu presidente, desrespeitosa aos dois clubes e seus respectivos dirigentes. Existem algumas informações de um potencial protesto no começo do jogo, ou mesmo que seja entoado um canto por ambas as torcidas.

            Em relação ao jogo, os dois times estão praticamente confirmados. No Flu, o técnico Ricardo Drubscky vai repetir a mesma formação vitoriosa nos seus dois primeiros jogos no comando do tricolor. Jogam Diego Cavalieri; Wellington Silva, Gum, Marlon e Giovanni; Edson, Jean, Wagner e Gerson; Kenedy e Fred. Fred, a grande esperança de gols do Fluminense, tem nessa partida a chance de fazer seu gol de número 300 na carreira, e também de se tornar o sexto maior artilheiro da história do clube das Laranjeiras. O time de guerreiros segue com muitos jogadores pendurados, que precisam evitar os cartões para jogarem a última rodada. Jean, Edson, Wagner e Giovani se encontram nessa posição, entre os titulares.

            O último treino nas Laranjeiras antes do jogo não foi tão descontraído como o normal. Pressionado, o Flu trabalhou sério para o jogo, e mais uma vez não ocorreu o tradicional rachão, prática momentaneamente suspensa pelo novo técnico, que busca aproveitar cada treino para moldar mais o time à sua feição. Apoiado por seus torcedores, o time fez treinamentos táticos e de bola parada, tanto ofensiva quanto defensiva. O objetivo é não sofrer gols nesse tipo de jogada, e reduzir os espaços contra o veloz time do Flamengo.

            Já o Flamengo, que não poderá contar com o técnico Vanderlei Luxemburgo, que foi injustamente suspenso pelo tribunal por ter exercido sua liberdade de expressão e criticado a Federação, teve um sábado descontraído. Em treino leve e com apoio da torcida, o Fla encerrou sua preparação para o clássico desse domingo, e o time está definido. Desfalcado de Canteros, Everton e Arthur Maia, jogam Paulo Victor; Pará, Wallace, Bressan e Anderson Pico, Jonas, Marcio Araujo e Gabriel; Paulinho, Marcelo Cirino e Alecsandro.

            Com destaque para Marcelo Cirino, em grande fase, o rubro-negro entra em campo com um time muito veloz. Sem um meia armador, uma vez que Gabriel é na verdade um atacante que jogará recuado, a arma do time serão as bolas pelas pontas, apostando na velocidade e no contra-ataque. Paulinho, queridinho da torcida, será titular, e é esperança de gols dos torcedores. O Flamengo busca explorar os diversos espaços que o tricolor costuma deixar, por jogar com as linhas separadas, marcar alto e não ter um time tão compacto.

            A expectativa é de casa cheia, uma vez que já foram vendidos mais de 30 mil ingressos, e a torcida flamenguista já esgoto o setor norte. A tendência é que o tricolor também esgote seu setor, o sul. No maior palco de futebol do Brasil, se espera um grande Fla-Flu, considerado por muitos o clássico mais charmoso do Brasil. Unidos fora de campo, rivais dentro dele, Fluminense e Flamengo se enfrentam neste domingo de Páscoa (5), às 18h:30, no Maracanã. O Flamengo lidera o Cariocão com 32 pontos, e ot tricolor segue fora do G-4, em quinto, com 28.

1 de abr. de 2015

Esperando adesão em massa, Fluminense lança novos planos de Sócio Torcedor

Nesta terça-feira (31), o tricolor das Laranjeiras lançou os tão esperados planos para que seus torcedores se tornem sócios, e assim contribuam para o aumento das receitas do futebol do clube. Na presença de alguns jogadores, foram lançados cinco novos planos.

Agora, para o torcedor tricolor é possível se associar em diferentes categorias. A mais peculiar delas, é a chamada “Mascote”, feita para crianças com menos de 12 anos, que ganham carteirinha personalizada e desconto em atividades promovidas pelo Flu. As demais, são baseadas em descontos e benefícios, como prioridade em compra de ingresso, progressivos de acordo com o preço pago mensalmente pelo contribuinte.

A intenção é, seja qual for o valor, aumentar o quadro de sócios. Nos novos planos, um torcedor adulto por apenas 18 reais por mês pode se associar e ter benefícios, além de ajudar o clube do coração. Vale ressaltar que o torcedor só tem a ganhar, uma vez que contribui numa receita que será, segundo o presidente Peter Siemsen, dedicada exclusivamente a montagem de elenco e melhorias da estrutura da base tricolor, além da possibilidade, em alguns planos, de voto nas eleições presidenciais, após determinado tempo de participação nos planos.

No evento de divulgação, jogadores importantes como Fred, Wagner e Cavalieri apareceram, com entrevista do capitão, convocando os torcedores para uma associação em massa, para aumentar a grandeza de um time que já é um dos gigantes no Brasil. Além deles, promessas da base como Kenedy, Gerson e Marlon também estiveram presentes, como provas de que investimento na base pode ser sim muito proveitoso para o time profissional, como é o caso destes jogadores.

Em 2014, a meta do clube era de chegar a 50 mil associados, porém a realidade foi muito distante disso, e o Fluminense fechou o ano com pouco mais de 22 mil sócios-torcedores. O presidente, a diretoria, o elenco e todos os já torcedores que apoiam o clube nesse sentido contam com todos os outros para colocar o Flu no patamar de outros grandes clubes que possuem um número incrivelmente maior de associados, casos de Internacional e Palmeiras, por exemplo. Tricolores, é a vez de vocês ajudarem o seu time, não só no estádio, mas também na arrecadação.

29 de mar. de 2015

Em jogo movimentado, Fluminense vence o Barra Mansa e segue vivo no Carioca

Era o último jogo da rodada, num domingo chuvoso, em um estádio acanhado para menos de mil pagantes. O que se esperava da partida entre Fluminense e Barra Mansa, pela décima terceira rodada do Estadual, era apenas mais um jogo fraco e de poucas emoções. No entanto, o que se viu foi um jogo completamente aberto, com diversos lances de perigo e muitos gols.

Sem ter sequer uma semana completa de trabalho, o técnico Ricardo Drubscky mandou a campo a mesma equipe da vitória de contra a Cabofriense. Num Moacyrzão com gramado pesado, porém sem poças, o jogo dava a entender que seria morno. Entretanto, após alguns minutos de paralisação por conta do apagão de alguns refletores, o jogo voltou a todo vapor.

Logo aos 12 minutos, em bobeada de Gum na defesa, Hudson entrou livre e marcou para o Barra Mansa. Sem se desesperar, o tricolor empatou rápido, aos 17. Wellington Silva chegou bem à linha de fundo, cruzou para Kenedy escorar e Fred concluir. Após a parada técnica, aos 28 minutos, saiu a virada. Mais uma vez na jogada de um lateral, dessa vez na esquerda, Giovanni cruzou na medida para o jovem Kenedy dominar com estilo e finalizar no canto. Com o time das Laranjeiras na frente, apesar de muitas dificuldades defensivas, se encerrou o primeiro tempo.

Na volta do intervalo, o técnico do Fluminense trocou Gum, que alegou cansaço, por Victor Oliveira. Coincidência ou não, as chegadas do Barra Mansa se tornaram mais constantes e contundentes, sendo necessárias boas intervenções de Cavalieri. No meio de tanta correria, o jovem Kenedy, que fazia uma excelente partida com uma assistência e um gol, sentiu a coxa e foi substituído por Marlone, e um pouco depois Vinícius entrou no lugar de Wagner. Logo após essas mudanças, veio a tranqüilidade. Após cobrança rápida de escanteio, Wellington Silva, mais uma vez, cruzou para Fred fazer um lindo gol de cabeça. Um minuto depois, numa excelente reposição de Cavalieri, Vinícius avançou até a linha de fundo e cruzou para Gerson ampliar, numa aula de contra-ataque. Porém, como ao longo do jogo inteiro, a defesa tricolor continuou dando muito espaço para o adversário, e aos 43 minutos sofreu o segundo do Barra Mansa, dando números finais para a partida.

Na vitória de 4 a 2 do time de guerreiros, foi possível observar quase que dois times diferentes. Um time do meio para frente, que atacava velozmente e apoiado pelos laterais, criava chances e fez quatro gols, além de ter outros três (corretamente) anulados. Já o outro, do meio para trás, que cedia muitos espaços para o adversário, no qual os laterais não encaixavam a marcação e que sofre por marcar muito alto e sistematicamente em linha.

Apesar dos problemas defensivos, que precisam ser corrigidos para o clássico contra o Flamengo da próxima rodada, o que vale é a vitória. Com os três pontos, o Fluminense chegou a 28, e encostou em Madureira, Botafogo e Vasco, que tem 30. O Flamengo lidera com 32. Outro fato positivo, ressaltado pelo técnico em entrevista coletiva, foi o fato de nenhum dos 6 jogadores pendurados ter levado o terceiro cartão amarelo, o que permite que o tricolor vá sem desfalques para o Fla-Flu, no próximo domingo (05), no Maracanã.


Em tempo: A base do tricolor vai muito bem. Desde que começaram a atuar juntos, Gerson e Kenedy já somam sete gols nos últimos jogos (quatro do meia e três do atacante.) São jogadores que deixaram de ser opções para se tornarem essenciais na transição pela qual o Fluminese passa em 2015. Parabéns aos garotos,  que vêm evoluindo apesar da pouca idade!

Pressionado pela vitória, Fluminense encara o Barra Mansa para se manter vivo no Campeonato Carioca

Não é a primeira vez que o tricolor entra em campo pressionado. Com as vitórias de Madureira e Flamengo, que foram a 30 e 32 pontos, respectivamente, o Fluminense segue sem chances de entrar no G4, mesmo em caso de vitória. Contudo, é possível manter esperanças, pois graças ao duelo contra o tricolor suburbano na última rodada, o Flu continua dependendo das próprias forças para conseguir a classificação.

Tentando embalar após a vitória contra a modesta equipe da Cabofriense, a tendência é que o técnico Ricardo Drubscky mantenha a mesma escalação, para dar uma sequência no seu início de trabalho. Apesar dos desfalques de Gum e Wagner no último treino antes do jogo, o time deve formar com: Diego Cavalieri; Wellington Silva, Gum, Marlon, Giovanni; Edson, Jean, Wagner, Gerson; Kenedy e Fred. O grande perigo para a partida, que será realizado no Moacyrzão, é o alto número de jogadores pendurados. Os titulares Giovanni, Edson, Jean e Wagner, além dos reservas Vinicius e Vitor Oliveira acumulam dois amarelos. Vale ressaltar que não há no elenco um substituto para os volantes de confiança da torcida.

O Barra Mansa segue firme no seu objetivo de permanecer na primeira divisão do Cariocão. Embalado após a conquista da série B no ano passado, o estreante passou por problemas na formulação do elenco e faz um campeonato irregular, com apenas uma vitória na competição. Entretanto, o time do interior tem esperança de pontuar no duelo pois já acumula empates com dois grandes do carioca; Vasco e Botafogo.

Para a partida deste domingo (28), a tendência é que se repita o comum entre times grandes e pequenos no campeonato: muita posse de bola para o Fluminense, e uma defesa sólida do Barra Mansa, apostando nos rápidos contra-ataques e bolas paradas. Os times medem força às 18h30, no estádio do Macaé, o Moacyrzão.

Em tempo: a diretoria tricolor deve ficar de olho no menino Gerson. Nessa semana foi divulgada uma lista de promessas sub-20 do futebol mundial, e o garoto de apenas 17 anos após um belo sul-americano da categoria apareceu na lista. Tomara que não seja mais um dos meninos que saem cedo de seus clubes para o futebol europeu, tendo seu talento mal aproveitado no futebol nacional.

27 de mar. de 2015

Contra uma fraca Cabofriense, Flu vence e se mantém vivo na luta por vaga no G4.

Na noite desta quinta-feira (25), o Fluminense recebeu a Cabofriense no Maracanã para um baixo público, de menos de 3 mil pagantes. Como era de se esperar, o visto por esses poucos torcedores foi um jogo morno, de um time grande que, apesar de pressionado, deixou evidente a diferença técnica para o pequeno que enfrentava e venceu o confronto por 3 a 0.

Como era esperado, o Tricolor começou o jogo com a bola, porém o domínio não foi transformado em momento algum em pressão. Chutes de longe de Jean e Kenedy foram os únicos lances de perigo antes da parada técnica. Logo após a parada, em um belo contra-ataque puxado por Wagner, Kenedy rolou para o Gerson, que com muita categoria limpou o lance e marcou mais um golaço. O gol trouxe tranquilidade ao Flu, que passou a tocar a bola com mais calma, ainda sem ser ameaçado pelo seu adversário, até o fim do primeiro tempo.

Na volta do intervalo, o mesmo se manteve. O Tricolor das Laranjeiras tinha a bola, e o time da Região dos Lagos não ameaçava. O jogo continuou morno, até que em escanteio, Marlon cabeceou e a bola sobrou para Edson que, sozinho, tirou do goleiro e fez o segundo gol. Com a vitória garantida, o estreante Ricardo Drubscky começou a utilizar seu elenco. Promoveu a saída de Wagner, que fez um belo jogo, e a entrada de Vinicius, que pouco depois dos 30 minutos fez um belo cruzamento para Fred, após 3 jogos sem marcar, deixar o seu e voltar a brigar pela artilharia.

Com o resultado mais do que definido, Ricardo ainda colocou Walter, que pouco fez, no lugar do capitão Fred, que passou a braçadeira para o zagueiro Gum. Na derradeira substituição, Lucas Gomes entrou no lugar do jovem Kenedy, que mesmo voltando de lesão, fez um excelente jogo. Entretanto, as duas últimas substituições não mudaram o panorama de um jogo onde ambos os times apenas aguardavam pelo fim.

Numa partida que não serve de teste para avaliar o novo técnico, até pelo pouco tempo de trabalho, o time pareceu corresponder. Ainda muito parecido com o estilo de jogo do começo do Carioca, tendo inclusive a mesma escalação considerada titular do ex-técnico Cristóvão Borges, a diferença sentida pelo torcedor foi no que tange às substituições. Drubscky não fez mudanças ousadas nem erradas, fazendo apenas o básico, algo que o ex-técnico Cristóvão raramente fazia, sendo a principal crítica dos torcedores, que esperam que nesse quesito o novo técnico continue dessa forma.

Apesar da vitória, o Time de Guerreiros não voltou ao G4. No entanto, graças ao empate do Madureira, que parou nos 27 pontos, o Flu, que tem 25, depende das próprias forças, já que enfrenta o próprio Madureira na última rodada.

Na próxima rodada, ainda com a obrigação de vencer, o Fluminense enfrenta o fraquíssimo time do Barra Mansa no domingo (28), às 16 horas, no Moacyrzão, em decisão estranha da FERJ, já que o mando seria do Tricolor e o Maracanã estará disponível.

Flamengo vence o Bangu no Maracanã



Flamengo bate o Bangu por 2 a 1, no Maracanã, em jogo válido pela 12ª rodada do Campeonato Carioca e se mantém firme em busca da classificação.

Polêmica
Horas antes do jogo, o treinador do flamengo, Vanderlei Luxemburgo recebeu um comunicado onde havia sido suspenso pelo Tribunal de Justiça, por críticas à Federação de Futebol do Rio de Janeiro, com isso não poderia comandar a equipe no jogo. 
O departamento jurídico do Flamengo agiu rápido, e conseguiu  uma liminar liberando o treinador a exercer seu trabalho. 

O Jogo
O Flamengo teve dificuldades para entrar na área do bangu no primeiro tempo, principalmente pelo elevado número de passes errado. Mesmo assim assustou,colocando duas bolas na trave do adversário. Já o Bangu jogou recuado, tentando encaixar seus contra-ataques.

No segundo-tempo a partida mudou. Após as alterações de Luxemburgo, o Flamengo foi pra cima. Logo aos seis minutos, Marcelo Cirino enfia grande bola para Alecsandro que cara a cara com goleiro não desperdiçou. Dois minutos depois Pará faz o segundo, após lançamento de Luis Antonio o lateral saiu na cara do gol e bateu no canto do goleiro. Aos vinte e sete Almir faz uma linda jogada individual, tabela com Matheus Pimenta, e faz um lindo gol no Maracanã.

Com a vitória, o Flamengo assume a vice-liderança da competição, com 29 pontos e 17 gols de saldo, um gol a menos do líder Botafogo que tem a mesma pontuação. Já o Bangu se mantém na oitava posição com 16 pontos somados. 

Ficha Técnica
Flamengo 2x1 Bangu
Data: 25 de março de 2015
Local: Maracanã

Horário: 22 horas (de Brasília)
Público: 5.068 pagantes

Árbitro: Rodrigo Carvalhaes de Miranda (Rj)
Assistentes: Dilbert Pedrosa (Rj) e Thiago Correâ Farinha (Rj)
Cartão Amarelo: Marcelo e Pará (Flamengo); Deivison e Iago Soares (Bangu)
Gols: Alecsandro, aos seis e Pará aos oito da segunda etapa (Flamengo). Almir aos 27 do segundo tempo (Bangu).

FLAMENGO: Paulo Victor; Pará, Marcelo, Frauches e Thallyson (Jorge); Luiz Antônio, Márcio Araújo e Gabriel (Everton) Eduardo da Silva, Marcelo Cirino (Matheus Sávio) e Alecsandro. Técnico: Vanderlei Luxemburgo

BANGU: Márcio, Iago Soares, Sergio Raphael, Luis Filipe e Guilherme; Ives (Igor Alves), Magno, Raphael Augusto (Anderson Penna) e Almir; Deivison (Matheus Pimenta) e Bruno Luiz. Técnico: Mário Marques

25 de mar. de 2015

Embalado, Botafogo busca quarta vitória seguida no Campeonato Carioca

Para engatar a quarta vitória seguida, nesta quarta-feira (25), o Botafogo enfrenta o Barra Mansa, pela 12 rodada do Campeonato Carioca. A partida acontecerá no estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, às 19h30. Apesar do embalo e do adversário estar apenas na 13ª colocação do torneio, o alvinegro carioca deve enfrentar dificuldades, já que contará com importantes desfalques, principalmente na defesa, que estará sem seus dois laterais titulares.


Foto: Divulgação Botafogo

Hora de superar os desfalques

A liderança do Carioca, um adversário frágil e a sequência de três vitórias seguidas seriam o suficiente para o torcedor ter plena confiança na vitória botafoguense nesta noite, porém, a quantidade de desfalques preocupa os alvinegros que terão novidades no duelo. Sem contar com Carleto e Gilberto suspensos, além de Jefferson, na seleção, o treinador Renê Simões promoverá a estreia do jovem lateral-esquerdo Jean, que fará sua primeira partida como profissional. Além da novidade na esquerda, o técnico improvisará o volante Fernandes, na lateral-direita. Em compensação, Renê contará com os retornos de Marcelo Mattos e de Bill, que estavam lesionados e já deverão iniciar a partida como titulares.

Pra se manter vivo. Se o TJD deixar

Os dias que antecederam a partida diante do Botafogo deveriam ser de calmaria no Barra Mansa, após a equipe vencer no último fim de semana sua primeira partida na competição, contudo, a notícia de que o clube poderá perder 25 pontos pela escalação irregular do zagueiro Rômulo e do lateral direito Wesley estremeceu os bastidores do time. Caso a punição se confirme, o Barra Mansa já estaria rebaixado, já que tem apenas sete pontos ganhos e tem apenas mais 12 a serem disputados, o que faria com que a equipe ficasse ainda "devendo" pontos na competição. Enquanto o julgamento não ocorre, a equipe briga para se manter na elite carioca, e contando com o time completo, espera surpreender o líder, e conquistar uma provisoria calmaria.

Ficha Técnica

BOTAFOGO (1º) x BARRA MANSA (13º)

Local: Raulino de Oliveira, Volta Redonda (RJ)
Data: 25 de março de 2015, quarta-feira
Horário: 19h30 (horário de Brasília)
Árbitro: Pathrice Wallace Correa
Auxiliares: Eduardo de Souza e Patrícia Silveira de Paiva

Botafogo: Renan, Fernandes, Roger Carvalho, Renan Fonseca e Jean; Marcelo Mattos, Willian Arão, Diego Jardel e Tomas; Jobson e Bill.

Barra Mansa: Thiago Leal, Dudu, Rômulo, Thiagão e Wallace; Vitor Sena, Maicol, Rafael Laurenço e Vitinho; Hudson e Nandinho.

João Pedro Almeida

23 de mar. de 2015

Juntos, clubes cariocas lucram valor irrisório no Carioca 2015


Nessa semana, a Ferj divulgou mais um dado para tentar maquiar o insucesso financeiro que é o Campeonato Carioca. Segundo a Federação, todos os times juntos lucraram R$944,4 mil até a oitava rodada da competição. Aumento de 450% sobre a edição de 2014, ano em que a renda líquida dos clubes foi de apenas R$172 mil.

Porém, apesar da alta, o valor continua sendo baixíssimo se compararmos, por exemplo, com a renda do Palmeiras no Campeonato Paulista. Jogando em seu novo estádio, a Arena Palestra, o time Alviverde chega a lucrar quase R$2 milhões por partida. Ou seja, um único time arrecada, em apenas um jogo, mais da metade do que 16 conseguem em oito rodadas. Um verdadeiro absurdo.

Essa iniciativa de Ferj em divulgar tais números deve-se, principalmente, à grande polêmica que a mesma está arrecadando mais que os clubes no Carioca 2015.

Insatisfeitos, os clubes, liderados por Flamengo e Fluminense, defendem uma reformulação no campeonato para os anos seguintes. Uma das principais mudanças seria o encurtamento da competição e também a redução do percentual de retenção da Federação nas partidas.

Por: @matheusleal1

Flamengo vence clássico e se aproxima da liderança do Carioca

Num legítimo "Clássico dos Milhões", Flamengo vence o Vasco e ultrapassa o rival na tabela.
De alma lavada. Num clássico bastante movimentado e que chegou a ser interrompido por cerca de 40 minutos, ainda no primeiro tempo de partida, em razão da chuva intensa que caiu na cidade do Rio de Janeiro, foi assim que time e torcida do Flamengo se sentiram após a vitória no domingo (22), no clássico contra o Vasco da Gama, por 2 a 1, com dois gols do atacante Alecsandro, ex-jogador do cruzmaltino.
A partida envolvia uma série de fatores, que tornavam o jogo muito importante para o Flamengo. Além da rivalidade histórica entre os clubes e da invencibilidade de, até então, nove confrontos contra o rival, o Flamengo, que estava três pontos atrás do adversário na tabela de classificação do Campeonato Carioca, precisava vencer para não deixar o Botafogo, que havia vencido sua partida contra a Cabofriense à tarde, abrir larga vantagem na liderança e ultrapassar o próprio Vasco na tabela, ainda que pelo saldo de gols.
Apesar da forte chuva, o jogo foi quente do início ao fim. Empurrados pelos mais de 56 mil presentes, o maior público do ano no futebol brasileiro, Flamengo e Vasco proporcionaram aos seus torcedores um clássico à altura de sua história, um legítimo "Clássico dos Milhões". Embora o Flamengo tenha sido ligeiramente melhor no jogo e feito por merecer a vitória, foram inúmeras as chances criadas pelos dois lados, mesmo num jogo bastante faltoso e com farta distribuição de cartões - foram 11 amarelos e 4 vermelhos.
No primeiro tempo, antes da pausa em razão da chuva, o Flamengo abriu o placar logo após uma falha grosseira do goleiro uruguaio Martin Silva, que se atrapalhou com uma poça d'água no gramado, muito bem aproveitada pelo oportunismo de Alecsandro. Logo após, houve a paralisação do jogo por não haver mais a menor condição de jogar futebol no encharcado gramado do Maracanã.
Pouco depois, a chuva estiou um pouco e, com a eficiente drenagem do Maracanã, o jogo recomeçou com o Vasco a todo vapor, numa pressão que resultou no gol, marcado de cabeça pelo atacante Gilberto, que, livre na área, após cobrança de escanteio e desvio no primeiro pau, deixou tudo igual no placar.
Na volta para o segundo tempo, com a entrada de Éverton, o Flamengo melhorou bastante e criou boas oportunidades de gol, até que, num pênalti cometido por Guiñazú em cima de Marcelo Cirino, aos seis minutos do segundo tempo, veio a chance mais clara para o desempate. Alecsandro não desperdiçou, deslocou o goleiro cruzmaltino e marcou aquele que seria o gol da vitória do Flamengo, seu segundo na partida e sétimo no campeonato, encostando em Marcelo Cirino, seu companheiro de ataque, que, com 8 gols, é o atual artilheiro do campeonato.
No final da partida, numa falta cometida por Paulinho em contra-ataque puxado por Bernardo, uma grande confusão se instaurou e resultou na expulsão de quatro jogadores: Paulinho e Anderson Pico, pelo Flamengo, e Bernardo e Guiñazú, pelo Vasco.
Agora, ambos os times estão com 26 pontos, assim como o surpreendente Madureira, a dois pontos do líder Botafogo. Pelo saldo de gols, Madureira (17), Flamengo (16) e Vasco (15) encontram-se, respectivamente, nas segunda, terceira e quarta colocações.
A próxima partida do Rubro-Negro será contra o Bangu, na próxima quarta-feira (25), no mesmo Maracanã, às 22h. Para a partida, o técnico Luxemburgo terá uma baita dor de cabeça: seis desfalques. Canteros, Wallace, Anderson Pico e Paulinho estão suspensos. Cáceres foi convocado pela seleção do Paraguai e Jonas, que saiu ainda no primeiro tempo com uma entorse no tornozelo direito, é dúvida e, muito provavelmente, não estará em campo.

Por: Ruan Lucas Gouvêa de Oliveira
@ruanlucas_fla

22 de mar. de 2015

Em jogo fraco, Fluminense apenas empata com o Tigres e se complica ainda mais no Campeonato Carioca.

Considerando o nível das atuações anteriores do Fluminense, aliado à baixa qualidade técnica do time do Tigres, que obteve apenas uma vitória em todo o campeonato, era esperado um jogo de certa forma melancólico. O que se viu no jogo foi um já recorrente nos estaduais “ataque contra defesa”, evidenciando a dificuldade do Fluminense em enfrentar times postados de maneira muito defensiva.

Em um jogo de pouco público, menos de 7 mil pagantes, o tricolor começou tomando as rédeas da partida. Alguns lances após uma bola na trave do menino Gerson, em uma jogada aérea, Fred ia fazendo de cabeça, porém, Edson, em impedimento, completou para as redes e o gol foi bem anulado pelo juiz. Logo depois, num contra ataque, Jean Carioca abriu o placar para o Tigres, o primeiro gol do time de Xerém contra o Fluminense na curta história do confronto. No apagar das luzes da primeira etapa, após boa jogada de pivô de Fred, Wagner marcou num bonito chute fora da área e os times foram para os vestiários empatados.



No segundo tempo, embalado pela pouca, porém, participativa torcida presente, o time das Laranjeiras foi para frente. Marlone, que teve um primeiro tempo apagado, aproveitou bom passe de Wagner para arrancar e invadir a área, mas parou na trave. Logo após esse lance, o meia-atacante saiu para dar lugar ao contestadíssimo Walter. Ao som das vaias da torcida direcionadas ao técnico Cristóvão, Waltinho fez um gol legal que foi anulado sem qualquer explicação aparente pelo árbitro. Após esse lance, o Fluminense foi com tudo para cima e, Lucas Gomes, que havia entrado ao longo do segundo tempo, chegou a driblar o goleiro mas parou na zaga. No último lance do jogo, Jean entrou na área sozinho, mas errou o alvo, deixando o placar em 1 a 1.

Após o jogo, só se ouvia no Maracanã vaias ao técnico tricolor e pedidos pela sua saída. Ficou evidente o descontentamento dos torcedores e jogadores com o empate, mesmo com interferência direta na arbitragem pelo resultado. Interferência essa ressaltada pelo capitão Fred, abatido pelo resultado, em entrevista, que disse: “Quando faço gol impedido, todo mundo pergunta. Quando tem gol anulado, ninguém fala nada". Entretanto, com erro de arbitragem ou não, fato é que mais uma vez o Fluminense não foi capaz de derrotar um time de investimento incrivelmente menor que o seu.

Em suma, está cada vez mais difícil a situação do tricolor carioca na competição. Após os resultados da rodada, é impossível ao time voltar à zona de classificação já na próxima rodada. Mesmo com um baixíssimo nível dos times menores e tendo um elenco melhor do que alguns de seus grandes rivais, o time das Laranjeiras não consegue embalar no campeonato e corre sérios riscos de ficar fora da fase final. Já na próxima quinta-feira (26) às 18h30 no Maracanã, o Fluminense enfrenta a Cabofriense, que vem de 4 derrotas seguidas. Provavelmente com mais um baixo público, o tricolor tentará reencontrar o rumo das vitórias, após um empate e uma derrota para times pequenos. 

Caberá ao técnico Cristóvão Borges, muito questionado e em situação delicada, buscar alternativas táticas para que sejam criadas mais chances, além de melhorar a defesa que, por ser lenta, segue sofrendo nos contra-ataques velozes, para tentar manter ao cargo. E aos torcedores tricolores, resta ter esperança, apesar de não ter motivos para isso.

Por: Bernardo Machado (@BeNGMachado)