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6 de ago. de 2015

Com Monumental lotado, River bate Tigres e conquista a Libertadores pela terceira vez

O River fez valer a sua história em cima do Tigres e conquistou a Copa Libertadores pela terceira vez na sua história. Com uma vitória por 3 a 0 sobre o Tigres, fez a alegria de um Monumental de Núñez lotado. Mesmo com uma queda inimaginável, em 2011, para a divisão de acesso da Argentina, deu a volta por cima e conquistou os últimos três torneios continentais (Sul-Americana 2014, a Recopa 2015 e agora a Libertadores 2015).

O River carimba sua classificação para o Mundial de Clubes, em dezembro, no Japão, com vitória. Já estava garantido pelo fato de o Tigres ser um convidado na Libertadores.

Alario abriu o caminho do tri campeonato argentino
O JOGO

O primeiro tempo não foi um espetáculo de se encher os olhos. Com nervosismo de ambos os lados e muitos erros de passes, os times priorizaram mais a posse de bola. O River Plate tomou a iniciativa do jogo e chegou a ter uma posse de 67%. Mantinha a bola nos pés, mas não criava real perigo de gol. O Tigres soube lidar com a pressão. Equilibrou as ações da partida e tinha em Aquino a sua válvula de escape para armar contra ataques, que não funcionou. A melhor jogada saiu do time mexicano. Damm fez boa jogada pela direita, limpou a marcação argentina e tocou para Gignac, que furou dentro da área. Aos 44, Vangioni faz bonita jogada individual e cruza para Alario cabecear no cantinho de Guzmán. Festa da torcida argentina no Monumental.

Atrás do placar, o Tigres foi ao ataque, mas não teve forças para se quer empatar. Sem dar chances aos mexicanos, os argentinos foram fatais. Sánchez foi derrubado na área por Aquino e sofreu pênalti, que ele mesmo converteu. Aos 33, Funes Mori, de cabeça em cobrança de escanteio, marcou o terceiro. O River Plate volta a conquistar a Libertadores após 19 anos de espera.

FICHA TÉCNICA

RIVER PLATE

Barovero; Mayada, Maidana, Funes Mori e Vangioni; Carlos Sánchez, Ponzio, Kranevitt (Lucho González) e Bertolo; Cavenaghi (Pisculichii) e Alario (Driussi)

Técnico: Marcelo Gallardo

TIGRES

Guzmán; Jiménez (Guerrón), Juninho, José Rivas e Torres Nilo; Arévalo (Jesús Dueñas), Guido Pizarro, Damm e Javier Aquino; Rafael Sobis e Gignac.

Técnico: Ricardo Ferreti

Local: Monumetal de Nuñes (Argentina)
Árbitro: Darío Ubriaco
Cartões amarelos: Funes Mori, Sánchez, Cavenaghi e Alario (RIV),  Jiménez,  Juninho, José Rivas, Torres Nilo e Gignac (TIG)
Gols: Funes Mori, Sánchez e Alario

30 de jul. de 2015

Tigres e River empatam na primeira partida da final da Libertadores

O Tigres não aproveitou o mando de campo, teve mais posse de bola, pressionou, mas não conseguiu marcar e ficou zero com o River Plate. O time argentino se fechou, suportou a pressão dos donos da casa, tentou apenas o contra-ataque e decidirá o título na Argentina. Faltou inspiração para ambas as equipes.

O jogo de volta está marcado para o dia 5, próxima quarta, na Argentina. Como não tem vantagem do gol fora de casa, um novo empate leva a decisão para prorrogação e se persistir haverá pênaltis. Quem vencer, fica com a taça.

River Plate segura pressão do Tigres, empata e leva vantagem para Argentina
O JOGO

Com a proposta de se defender, o River não deu espaço para os donos da casa. Anulou as investidas de Damm e Álvarez. A torcida que lotava estádio Universitário empurrou o time em busca do gol. Aos 17, Arévalo tentou cruzar e acertou a trave após desvio da defesa. Sóbis de cabeça teve a chance de abir o marcador e desperdiçou. A única chance do River veio com Alario. Sánchez deu grande passe para o atacante na área, que tentou driblar, mas a bola ficou com o goleiro.

O segundo tempo foi um replay do primeiro. O Tigres tinha a bola, mas não conseguia furar a defesa argentina. O River abusou dos lançamentos a longas distância, errou a maioria dos que tentou executar. Os mexicanos tiveram duas chances de tirar o zero do placar. Primeiro, Juninho soltou uma bomba na cobrança falta e Barovero defendeu. Na segunda, Dueñas deu grande passe para Damm, que se livrou do goleiro, ficou sem ângulo, tentou cruzar e a zaga afastou. Melhor para o River que levou um empate em 0 a 0 a seu favor para decidir em casa.

FICHA DO JOGO

TIGRES

Guzmán; Ayala (Rivas), Juninho, Jiménez e Torres Nilo; Arévalo Rios (Dueñas), Pizarro, Álvarez e Damm; Rafal Sóbis e Gignac.
Técnico: Ricardo 'Tuca' Ferretti

RIVER PLATE
Barovero; Mercado, Maidana, Funes Mori e Vangioni; Kranevitter, Sánchez, Ponzio (Lucho Gonzáles) e Viudez (Martínez); Mora (Bertolo) e Alario;
Técnico: Marcelo Gallardo

Local: estádio Universitário, em Monterrey (México)
Árbitro: Antonio Arias (PAR)
Assistentes: Eduardo Cardozo e Juan Zorrilla (ambos paraguaios)
Cartões amarelos: Vangioni (RIV), Mercado (RIV), Ponzio (RIV); Sóbis (TIG)

Por: Vítor Machado - (@guridahayley)

29 de jul. de 2015

Tigres e River Plate começam a decidir, no México, título da Libertadores 2015

Nesta quarta-feira, às 22h, no Estádio Universitário, em Monterrey (MEX), Tigres e River Plate começam a decidir quem será o campeão da Copa Libertadores 2015.

Jogando a primeira partida da decisão em casa, o Tigres espera contar com o apoio da sua torcida, já que não haverá torcida visitante em ambos os jogos. O técnico Tuca Ferretti, terá problemas para escalar a equipe para o duelo. O meia Javier Aquino está fora da primeira decisão por lesão muscular. Para o seu lugar, o treinador tem as opções de colocar Damián Alvárez ou Guerrón, campeão da Libertadores pela LDU em 2008.

O River não terá desfalques para a partida e contará com a volta do meia Leo Ponzio, que provavelmente substituirá Lucho González. A preocupação do técnico Marcelo Gallardo se da por conta de atletas pendurados por cartões amarelos, Carlos Sánchez, Marcelo Barovero e Gabriel Mercado. Caso sejam amarelados, eles estão estão fora da partida decisiva.

Na decisão não existe vantagem do gol marcado fora de casa. Além disso, o River Plate, mesmo que fique com o vice-campeonato, já está garantido no Mundial de Clubes da Fifa em dezembro.

As equipes já se enfrentaram pela fase de grupos e ambos os jogos terminaram em empate ( 1x1 e 2x2).

Por: Vítor Machado - (@guridahayley)

29 de mai. de 2015

Libertadores poderá ter outra final surreal em 2015

A Taça Libertadores da América conheceu nesta quinta-feira (28) seu último semifinalista da edição 2015. O modesto Guaraní, do Paraguai, depois de derrubar o Corinthians nas oitavas de final, deixou pra trás também o Racing, da Argentina, garantindo um lugar no grupo de River Plate, Tigres e Internacional, que disputarão duas vagas para a final do maior campeonato do América. Apesar de um contexto um pouco diferente, assim como em 2014, a edição deste ano pode render uma final surreal, assim como também pode render uma final dos sonhos, entre dois dos maiores clubes do futebol sul-americano.


Na última temporada os quatro semifinalistas eram equipes que nunca haviam vencido a Libertadores. San Lorenzo, Nacional do Paraguai, Bolivar e Defensor Sporting desbancaram gigantes e ficaram entre os quatro melhores do continente. A decisão entre San Lorenzo e Nacional, rendeu ao time argentino seu primeiro troféu da competição em uma das finais mais surpreendentes da história do torneio.
Agora, em 2015, a história se repete, ao menos em partes. Mas com alguns ingredientes a mais de surrealidade. Vamos a eles. Tigres e Guaraní podem fazer outra final inédita de Libertadores. E além de inédita, talvez a mais surpreendente que já se viu, por se tratar de duas equipes praticamente ignoradas ao início da competição. E tem mais, nesse cenário o time paraguaio se garantiria no Mundial de Clubes já antes mesmo da decisão, pelo fato do Tigres não poder representar a Conmebol no torneio mundial por ser do México, que é ligado a CONCACAF. Seria no mínimo curioso um possível encontro entre Guaraní do Paraguai, que jamais disputou uma decisão continental e nem em seu país tem grande destaque, diante de Barcelona ou Juventus, em uma partida que decidiria o campeão mundial.
No entanto, também há o outro lado das suposições sobre o confronto final. Poderemos ver o encontro entre River Plate e Internacional. Com ambas buscando o tri-campeonato da América e apresentando um belo futebol, atualmente os dois melhores da América do Sul. Um duelo que representaria de maneira muito explícita a rivalidade Brasil x Argentina e provavelmente encheria os olhos de qualquer apaixonado pelo esporte bretão.
São apenas suposições, que servem de prévia para dois duelos que acontecerão somente a partir do meio de julho, já que a Libertadores só retorna após o fim da Copa América. Mas suposições que já nos fazem imaginar o quão interessante poderão ser esses confrontos e os resultados deles.

João Pedro Almeida