14 de out. de 2014

Nobre e Pescarmona vão disputar a presidência do Palmeiras

O Conselho Deliberativo do Palmeiras aprovou na noite desta segunda-feira (13) duas chapas que vão concorrer às eleições presidenciais em novembro. Candidato à reeleição, Paulo Nobre teve 126 votos e vai concorrer ao cargo contra Wlademir Pescarmona, que teve 67 votos. Ambos tiveram aprovação mínima de 15% dos conselheiros.

A eleição à presidência do clube paulista deste ano, que será realizada no dia 29 de novembro, é a primeira da história do clube com votação direta dos sócios. Estão aptos a votar os associados com mais de três anos de clube e que estejam adimplentes. No filtro votado nesta segunda (13), estiveram presentes na reunião 233 conselheiros.

A chapa de Paulo Nobre tem ele como presidente e os vices são os mesmos da atual gestão, casos de Maurício Galiotte, Genaro Marino, Antonino Jesse Ribeiro e Victor Fruges. Na outra chapa, Pescarmona aparece como o presidente e terá Luiz Gonzaga Belluzzo, João Gaviolli, Carlos Degon e César Maluco como vices.

A chapa que não conseguiu passar pelo filtro dos conselheiros era encabeçada por Granieri e tinha como vices Antônio Henrique Silva, Osimar Morais, Faustino Caputo e Flávio Buongermino. Granieri ainda não se posicionou em quem irá apoiar.

Estratégias:

Os dois vencedores possuem uma estratégia bem diferente. A de Paulo Nobre adota uma postura mais equilibrada e busca convencer os sócios a votarem nele tendo bons resultados no futebol, mas sem esquecer do clube. A ideia é que ele fique acompanhando mais de perto o futebol e deixe seus aliados buscando votos na área social.

"Tenho uma equipe boa e competente, que me ajudou muito a chegar na primeira vitória. Tenho certeza que eles vão ter o mesmo carinho e cuidado enquanto eu estarei mais dedicado com o futebol, que é o que prende mais minhas atenções", explicou o atual mandatário.

Já Pescarmona aposta tudo no clube, já que essa será a primeira eleição em que os sócios terão direito a voto. "Eu acho que vai ser uma briga boa. Talvez eu leve um pouco de vantagem por estar todos os dias aqui (no clube)", afirmou.

Existia a expectativa de que membros de torcidas organizadas pudessem comparecer ao local para protestar. Houve reforço no policiamento em volta da arena, mas nenhum protesto foi registrado.