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12 de jun. de 2015

Os problemas de Paulo Nobre como presidente do Palmeiras

Nos últimos anos o torcedor palmeirense vem convivendo com presidentes que não conseguem colocar o Palmeiras em seu verdadeiro lugar, fazendo da vida do torcedor um legítimo martírio. Desde Mustafá Contursi, passando por Affonso Della Monica, Luiz Gonzaga Belluzo, Arnaldo Tirone, até o atual Paulo Nobre, o clube vem passando por enormes crises tanto dentro quanto fora de campo. E talvez, o que mais diferencie Nobre dos seus antecessores é sua enorme vontade de fazer o Palmeiras voltar ao topo.


Nobre é palmeirense. E palmeirense dos mais fanáticos. E isso é extremamente prejudicial na administração de um clube. Gerenciar um negócio não é algo simples, e gerenciar um time de futebol com o tamanho do Palmeiras tem um nível de complicação imensurável. Nessas situações o que menos deve interferir é a emoção, e o mandatário alviverde não vem sabendo deixar o lado emocional de lado.
O torcedor Paulo Nobre fica cada vez mais evidente na administração palmeirense. O presidente já colocou mais de uma vez dinheiro do próprio bolso para bancar finanças do clube. Algo parecido com que Marcelo Teixeira fazia no Santos e não deu nada certo, tanto que até hoje ainda há rusgas entre Teixeira e santistas por conta do acerto dessas contas. Misturar negócio e vida pessoal não é das ações mais aconselháveis, e Nobre vem errando nisso, mesmo sendo com a melhor das intenções, tentando acertar
Outro erro crucial que o presidente comete constantemente é querer agradar a todos. Nobre busca agradar a torcida, agradar a diretoria, agradar os conselheiros, agradar os jogadores, inclusive quando precisa ir contra seus próprios ideais para isso, como no caso da demissão de Oswaldo de Oliveira, quando torcida e parte da diretoria queria ver o treinador fora do clube, e mesmo o mandatário não tendo o mesmo pensamento, o técnico foi dispensado.
Fazer o Palmeiras voltar a ser Palmeiras. Esse é o principal objetivo de Paulo Nobre, ao menos é o que aparenta ser. E tanta vontade em concretizar esse objetivo vem fazendo Nobre tropeçar a cada pedra que aparece em seu caminho. Enquanto essa vontade se mantiver apenas emocional e pouco racional será difícil ser alcançada, e essa mudança precisa ocorrer logo, pois como disse Zé Roberto, no primeiro jogo da temporada, o Palmeiras é grande! E precisa rapidamente voltar a demonstrar essa grandeza.

João Pedro Almeida

14 de out. de 2014

Nobre e Pescarmona vão disputar a presidência do Palmeiras

O Conselho Deliberativo do Palmeiras aprovou na noite desta segunda-feira (13) duas chapas que vão concorrer às eleições presidenciais em novembro. Candidato à reeleição, Paulo Nobre teve 126 votos e vai concorrer ao cargo contra Wlademir Pescarmona, que teve 67 votos. Ambos tiveram aprovação mínima de 15% dos conselheiros.

A eleição à presidência do clube paulista deste ano, que será realizada no dia 29 de novembro, é a primeira da história do clube com votação direta dos sócios. Estão aptos a votar os associados com mais de três anos de clube e que estejam adimplentes. No filtro votado nesta segunda (13), estiveram presentes na reunião 233 conselheiros.

A chapa de Paulo Nobre tem ele como presidente e os vices são os mesmos da atual gestão, casos de Maurício Galiotte, Genaro Marino, Antonino Jesse Ribeiro e Victor Fruges. Na outra chapa, Pescarmona aparece como o presidente e terá Luiz Gonzaga Belluzzo, João Gaviolli, Carlos Degon e César Maluco como vices.

A chapa que não conseguiu passar pelo filtro dos conselheiros era encabeçada por Granieri e tinha como vices Antônio Henrique Silva, Osimar Morais, Faustino Caputo e Flávio Buongermino. Granieri ainda não se posicionou em quem irá apoiar.

Estratégias:

Os dois vencedores possuem uma estratégia bem diferente. A de Paulo Nobre adota uma postura mais equilibrada e busca convencer os sócios a votarem nele tendo bons resultados no futebol, mas sem esquecer do clube. A ideia é que ele fique acompanhando mais de perto o futebol e deixe seus aliados buscando votos na área social.

"Tenho uma equipe boa e competente, que me ajudou muito a chegar na primeira vitória. Tenho certeza que eles vão ter o mesmo carinho e cuidado enquanto eu estarei mais dedicado com o futebol, que é o que prende mais minhas atenções", explicou o atual mandatário.

Já Pescarmona aposta tudo no clube, já que essa será a primeira eleição em que os sócios terão direito a voto. "Eu acho que vai ser uma briga boa. Talvez eu leve um pouco de vantagem por estar todos os dias aqui (no clube)", afirmou.

Existia a expectativa de que membros de torcidas organizadas pudessem comparecer ao local para protestar. Houve reforço no policiamento em volta da arena, mas nenhum protesto foi registrado.