13 de jun. de 2013

Entrevista exclusiva com Vitor Sergio Rodrigues, comentarista do Esporte Interativo

Amigos leitores do Plantão do Futebol, é com enorme prazer que divulgamos a entrevista com Vitor Sergio Rodrigues, comentarista do Esporte Interativo.

Vitor é um profissional renomado e reconhecido pelo ótimo trabalho que exerce. No Esporte Interativo desde 2007, onde a emissora foi inaugurada, ele conta abaixo como começou, qual seu ídolo, seu sonho, entre outras coisas interessantes que você só descobrirá se ler a entrevista abaixo.

Bom, após essa pequena e singela introdução, gostaríamos de agradecer o nosso entrevistado, que foi muito atencioso e simpático conosco e, inclusive, topou nossa entrevista de cara.

Espero que gostem assim como nós.



1 - Vitor, primeiramente, você poderia nos contar um pouco sobre sua carreira? Como foi que você chegou a essa decisão de se tornar jornalista esportivo?

RESP: Sou mais um esportista frustrado que acabou indo para o jornalismo esportivo. Desde pequeno sempre vi e gostei de todo tipo de esporte. E era dramático, pois naquele tempo não havia internet e TV a cabo. Ouvia todo tipo de transmissão esportiva no rádio e ficava imitando os narradores e repórteres. Li tudo sobre esporte que passava na minha mão. Assim a decisão de virar jornalista foi natural.

2 - Você se espelhou em alguém antes ou depois do início de sua carreira?

RESP: Lá atrás via e ouvia muito o João Saldanha e Washington Rodrigues. Dois comentaristas que enxergavam o jogo como ninguém. Depois, vários jornalistas serviram como referência, como o PVC, o Alex Escobar e, principalmente, o Mauro Beting. Fora do esporte o Marcos Uchôa e o Pedro Bassan. Gosto muito do que escreve o Tostão.

3 - Como foi sua trajetória até a estreia como profissional? E o que você sentiu quando estava ao vivo pela primeira vez?

RESP: Enquanto eu estudava eu comecei a trabalhar em uma central de atendimento telefônico e me destaquei muito. Em dois anos já era um analista de treinamento e ganhava um bom salário. Já caminhava para virar um “executivo”... Mas vi um anúncio no Lance! sobre uma oportunidade de estágio. Fiz e passei para o Portal do Esporte, um projeto que era o precursor do Globoesporte.com. Fiquei lá até o fim do Brasileiro de 2001, mas o projeto acabou. Depois fui para a TopSports (empresa que criaria o Esporte Interativo anos mais tarde) e trabalhei no site oficial da Liga do Nordeste e no site oficial do Campeonato Brasileiro, ambos em 2002. Depois trabalhei no Jornal dos Sports durante seis meses e cheguei ao Lance! em agosto de 2003. Fiquei dois anos lá. Em 2006 trabalhei um ano no Globoesporte.com e cheguei ao Esporte Interativo no começo do projeto em 2007.

4 - Poderia nos contar um pouco de como foi o convite de trabalhar no Esporte Interativo?

RESP: Foi fruto de um bom trabalho no período em que trabalhei na TopSports em 2002. O editor daquela época, o amigo Márcio Ogata, iria ser o responsável pela implantação do Esporte Interativo e me convidou para fazer parte. Pela forma, digamos, “expansiva”, ele pensava em que eu fosse comentarista do canal, mas me chamou também para outras funções. O Ogata acabou não fazendo parte do projeto por outra decisão profissional, mas as pessoas que fazem parte da TopSports me chamaram e me deram a oportunidade.

5 - Hoje o Esporte Interativo é um canal já consagrado. A sensação é de dever cumprido por fazer parte desse projeto ousado?

RESP: A sensação é essa mesma: imensa felicidade por fazer parte desse projeto, ajudar com um tijolinho nessa construção. Muita gente duvidava que seria possível um canal de esportes aberto vingar no Brasil. Ainda mais usando como principal meio de distribuição as antenas parabólicas. Houve quem desse seis meses de prazo. Estamos no ar há seis anos e crescendo...

6 - Você chegou a receber convites de outras emissoras? Se sim, por que não aceitou?

RESP: Recebi duas sondagens. Mas as conversas nem evoluíram porque acho que ainda tenho muito a crescer no Esporte Interativo.

7 - Qual o momento mais marcante na sua carreira?

RESP: São vários muito importantes. Mas se fosse escolher um seria a cobertura do Pré-Olímpico Feminino de Basquete em 2008. Fui sozinho para lá, filmando, editando, produzindo, reportando e escrevendo. É uma das características do Esporte Interativo. O profissional tem que aprender a fazer tudo. Foi muito sacrificante, mas prazeroso demais pelo resultado do trabalho que teve como ápice ter filmado, de forma exclusiva, a Iziane se negando a entrar em um jogo da seleção.

8 - Tem algum sonho profissional que ainda não realizou?

RESP: Tenho sim: cobrir as Finais da NBA. Quando o Esporte Interativo exibiu a NBA ainda não tínhamos estrutura de enviar equipe. Vamos ver se consigo realizar.

9 - Recentemente você cobriu in loco a final da Uefa Champions League no Wembley. Qual é a emoção de comentar e participar de um jogo de tal grandeza?

RESP: É indescritível. Só estando lá para saber. A forma como a Uefa trata suas finais, a começar por ser em jogo único, que torna tudo um evento, é inigualável.



10 - Vitor, já aconteceu alguma situação inusitada com você ou seu parceiro na cabine durante a transmissão? Se sim, poderia nos contar o que e como foi?

RESP: Não tem nada especial que eu me lembre. Acontecem coisas engraçadas, pois é o espírito do Esporte Interativo. Mas nada que eu me lembre agora.

11 - Você é flamenguista declarado, porém, não é comum um jornalista esportivo revelar seu time de coração. Acha que isso influencia em algo? Como é comentar sobre o Flamengo, o público aceita bem?

RESP: Trabalhar como jornalista esportivo e não torcer para ninguém eu considero impossível. Tem profissionais que preferem esconder isso, mas não vejo nenhum problema. Eu até entendo que faz isso, pois atualmente tem muita gente que nem considera o que você escreve ou fala, tem o pré-julgamento. Mas eu prefiro dizer. E não tenho problema algum com isso. Aliás, eu sou muito cobrado é pela torcida do Flamengo que pensa que eu critico mais o clube justamente por ser rubro-negro. E não é isso. É que o Fla, historicamente, dá muito mais motivo...

12 - Como torcedor, você costuma frequentar os estádios? Você comemora e se irrita como todo torcedor fanático ou já não liga tanto assim por conta da profissão?

RESP: Sempre frequentei muito o Maracanã. De ir até em jogo de outros clubes que não o meu. Mas atualmente não vou por uma razão: no horário dos jogos quase sempre estou no ar. Fica muito difícil.

13 - O Brasileirão ainda está no começo, mas já deu pra ter uma noção de quem pode ou não brigar. Você tem algum palpite? Arriscaria chutar o campeão?

RESP: Difícil apontar por causa dessa parada para a Copa das Confederações, que pode mexer muito nos times. Acho que fica entre Corinthians e Fluminense de novo. Botafogo e Atlético Mineiro vão brigar se não se desmontarem muito.

14 - Sobre Seleção Brasileira, o que achou sobre a convocação do Felipão para a Copa das Confederações? Você levaria alguém que não entrou na lista?

RESP: A convocação era essa mesma, com uma ausência grave que foi o Ramires. Nada justifica o jogador do Chelsea ficar fora. No mais, é isso que temos hoje mesmo. Nenhum outro nome grave ficou fora, como nenhum nome que está é absurdo.

15 - Se você fosse apostar, apostaria no Brasil para a Copa das Confederações? E para a Copa do Mundo?

RESP: Para a Copa das Confederações não. Para a Copa do Mundo sim, embora o Brasil hoje não faça jus a ser apontado como uma força pelo futebol jogado. Por atuar em casa sim, pode ser apontado.

16 - Acha que o Felipão consegue encaixar um time para chegar forte na Copa de 2014?

RESP: Possível é, desde que ele consiga equilibrar o time e tira alguns conceitos da cabeça, tipo o do “volante-goleador”. O meio-campo do Brasil não consegue controlar o jogo, contra adversário algum. Isso é muito complicado no futebol praticado atualmente. Se conseguir isso, o Brasil terá um time forte, mesmo com alguns jogadores ainda verdes para serem referência do time, como Lucas, Oscar e até Neymar.

17 - E para finalizar, gostaria de deixar um recado aos nossos leitores?

RESP: Agradeço o carinho que a maioria no mundo virtual tem comigo! Significa muito para mim. Obrigado.

Bom galera, espero que tenham gostado. Se puderem, divulgue nas redes sociais e comentem para nos dar suas opiniões

Entrevista idealizada e realizada por Matheus Leal.

Twitter: @matheusleal1